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Sororidade e união entre as mulheres

  A história da luta unida das mulheres por direitos sociais, culturais, econômicos e políticos tem um impacto tardio no Brasil, com a fundação da primeira escola para meninas no Rio Grande do Sul pela escritora potiguar Nísia Floresta, no século XIX. A partir disso e dos séculos que se seguiram, as possibilidades de inserção completa dessa minoria na sociedade passaram a ser mais evidentes, todavia, infelizmente a precária sororidade (aliança feminina) entre as mulheres tem sido um revés impedidor de avanços, seja pela competição entre elas, instaurada pelo machismo e seus ideais de separação, ou o senso alienativo que leva muitas a cultivarem uma lenta mentalidade social dos reais problemas que existem no país. Assim, intervenções de consciência são necessárias para redução do imbróglio.


  De início, pode-se citar como exemplo a ideia sociológica de Aristóteles. Conforme seus ditos, a política deve ser utilizada, por meio da justiça, de modo que o equilíbrio seja alcançado. Dessa maneira, é evidente que essa harmonia é rompida quando a injustiça do preconceito machista não é duramente problematizada, fato que acarreta, por consequência, desunião entre as mulheres que se veem em uma posição de competição com outras por conta do padrão estético, por exemplo, estigmatizado pelos homens, dentre outros quesitos morais. Com isso, ao invés de haver união, o próprio grupo masculino que não sofre com o preconceito enraizado na sociedade, é o causador da não sororidade, ideal estimulante para gradação da problemática.


  Ademais, é importante ressaltar o quanto há mulheres acomodadas e que, por fazerem parte de um círculo social fechado, não se veem dispostas a lutar por uma causa que engloba todas e não um determinado todo. Émile Durkheim, sociólogo conceituado, afirma que o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar dotado de generalidade, exterioridade e coercitividade. Dessa forma, se uma criança convive em um meio que há comodismo na luta por direitos, tende a ter as mesmas atitudes por conta da vivência em grupo. Deste jeito, haverá maior propensão de alguns grupos femininos falharem em buscar por justiça e colocarem outras à mercê de uma notável mudança, por conta da alienação plantada desde cedo.


 Logo, entidades sociais que estimulem a luta por direitos das mulheres junto ao poder governamental e educacional são agentes essenciais para redução do problema. Primeiramente, com o intuito de reduzir o machismo e suas consequências, o Poder Público deve implementar multas ou aprisionamento, dependendo do caso, de machistas, através de denúncias feitas à órgãos específicos de defesa da mulher, para minimização do poderio doentio masculino e maior união feminina. Outrossim, a fim de que a sororidade tenha maior reconhecimento, o Ministério da Educação, junto ao Governo, deve implementar palestras nas escolas públicas e privadas, para o público infanto-juvenil com profissionais das ciências humanas, a respeito da união das mulheres e acesso aos seus direitos civis, com o objetivo de introduzir senso de criticidade aos alunos e os alertarem da importância do assunto. Só, assim, o comodismo não terá vez e a sororidade será sinônimo de equilíbrio Aristotélico.


 

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