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Sororidade e união entre as mulheres

       De acordo com o filósofo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Não distante desse pensamento, nos dias atuais, o feminismo surgiu como um movimento que busca a igualdade entre gêneros e a consequente união entre as mulheres. Contudo, tal estabilidade enfrenta entraves, visto que o exercício do direito não é efetivo. Isso se deve, sobretudo, a persistência de uma sociedade com moldes patriarcais e uma, ainda que equivocada, existência de estereótipos. Desse modo, é urgente a reversibilidade do cenário em questão.

       A princípio, é valido reconhecer como a influência do patriarcado impacta na construção da imagem da mulher. Acerca disso, uma pesquisa realizada pelo Banco Intramericano de Desenvolvimento (BID), mostra que o sexo feminino ganha 30% menos que o sexo masculino para a realização das mesmas funções. Nesse sentido, é nítido perceber que apesar de vivermos em um mundo dotado de avanços, principalmente no que tange a isonomia de direitos, estamos presos em amarras sociais machistas, que impedem a ascensão da mulher em qualquer ambiente que ela ocupar. Desse modo, a figura feminina é vedada de alcançar sua autonomia e representatividade, seja por intermédio de movimentos sociais ou de forma particular.

        Cabe, ainda, ressaltar que a existência de estigmas sociais vai de encontro à desunião entre as mulheres. Segundo a ativista Malala Yousafzai, “sozinha minha voz é apenas uma voz”; o que deixa evidente a importância da solidariedade entre todas. Sob tal ótica, a sororidade – termo que cunha a união e empatia feminina – surge para dar voz ao movimento feminista, porém acaba não sendo efetiva o suficiente devido a impasses criados pela própria sociedade. Isso porque, estereótipos perpetrados diariamente, como a competição feminina no âmbito da beleza, do poder aquisitivo ou status social, tornam o cenário conturbado e de difícil superação, se tornando um entrave para a visibilidade da mulher e o engajamento social.

     Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas que resolvam o impasse. Para tanto, é imperiosa uma ação do Governo Federal, aliado ao Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, que deve, por meio de investimentos em projetos de cunho político-social, criar condições para equiparação de direitos entre homens e mulheres, com o fito de mitigar possíveis preconceitos existentes. Além disso, é importante que o Estado, recorrendo as mídias de grande alcance, difunda campanhas que visem a desconstrução de estereótipos, permitindo que a empatia e a união feminina seja efetivada e, assim, tal desafio se reverterá ao equilíbrio que fora apregoado por Aristóteles.

 

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