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Sororidade e união entre as mulheres

Na última edição do popular reality show "Big Brother Brasil", durante uma exibição recente no programa, a participante e cantora Manu Gavassi fez com que a busca pelo significado de sororidade aumentasse 150% no google, devido a uma conversa com o participante Felipe Prior, na qual Manu declarou que estaria sempre a favor das mulheres. Fora do cenário produzido, observa-se a importância da sororidade e união entre as mulheres. Nesse contexto, deve-se analisar como a competitividade feminina e o patriarcalismo tornam-se um obstáculo e como combatê-los.


Primeiramente, é importante considerar como a competitividade torna-se um obstáculo díficil para a luta entre as mulheres. Isso porque, segundo Jean-Jacques Rousseau, o homem é bom por natureza, a sociedade é que o corrompe. Para ele, se vivêssemos com selvagens, tal como éramos em nosso estado de natureza, guiados por nossos sentimentos naturais, viveríamos em paz e com tranquilidade. Se isso não é possível atualmente, a culpa não se encontra do homem, mas sim nas invenções que os corrompe e os divide. A exemplo disso, tem-se a competitividade feminina, a qual está ligada à cultura que sempre existiu, pois, das mulheres sempre é exigido o máximo, então, nada mais 'natural' do que competirem entre si a respeito de quem é a melhor. Em decorrência disso, mulheres levam essa competição a um nivel de rivalidade, que, quando surge, inviabiliza a competição, porque não obedece à regras e traz, consigo, o sofrimento, o ciúme, a inveja, a irritação e a diminuição da autoestima.


Outrossim, o patriarcalismo é fruto da cultura e das desigualdades históricas, dificultando ainda mais a luta feminina. Isso porque, ainda no século XXI, existe uma espécie de determinismo biológico em relação às mulheres. Contrariando a conceituada frase de Simone de Beauvoir "Não se nasce mulher, torna-se mulher", a cultura brasileira, em grande parte, prega que o sexo feminino tem a função de se submeter ao masculino, independente de seu convívio social, capaz de construir um ser como mulher livre. Dessa forma, o comportamento dos homens em relação às mulheres são naturalizados, pois estavam dentro da construção social advinda da ditadura do patriarcado. O movimento feminista, por exemplo, foi criado para "quebrar" o patriarcalismo, reivindicando igualdade de direitos entre os gêneros. Consequentemente, muitas pessoas relacionam a união das mulheres com o conceito de superar os homens e não o machismo, dificultando a luta feminina pelos traços culturais existentes.


Fica evidente, portanto, que são necessárias medidas a fim de resolver a problemática em questão. Dessa forma, o Estado pode, em parceria com grande emissoras de televisão, viabilizar investimentos através de impostos, para divulgar campanhas sobre a importância da união entre as mulheres e esclarecimentos sobre a palavra "sororidade", antes de filmes e de novelas, em horários de grande audiência da televisão brasileira, com o intuito de assegurar uma mudança de pensamento social acerca das mulheres. Ademais, o Ministério de Educação (MEC), em parceria com as escolas, deve efetivar o conhecimento sobre o feminismo, com ajuda financeira de pais e responsáveis pelos alunos através da Associação de Pais e Mestres (APM), implementar no currículo escolar dos próximos anos, a relevância do movimento feminista e seu processo ao decorrer do tempo, nas disciplinas de história, de filosofia e de sociologia, para induzir o pensamento crítico desde a infância. Assim, espera-se que meninos e meninas cresçam conscientes da igualdade e do respeito, como a participante do "Big Brother Brasil", Manu Gavassi.

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