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Sororidade e união entre as mulheres

    A série "As telefonistas" retrata a história de quatro mulheres que começam a trabalhar como operadoras de telefonia em Madrid, na Espanha de 1929. Entretanto, mesmo em um trabalho que representava progresso e emancipação feminina, as quatro amigas lidam com situações de machismo, inveja e traições. Nessa perspectiva, surge, hodiernamente,  o termo sororidade: união entre as mulheres, a qual é uma temática de extrema importância não só por ratificar a reivindicação por equidade social, mas também por minimizar o sentimento de competitividade entre as mulheres. 


    Primordialmente, é notório que já na sociedade, desde tempos remotos, um pensamento patriarcal e machista, o qual coloca a figura feminina como submissa ou inferior ao homem. Sob tal ótica, a "Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã" foi escrita pela  francesa Olympe de Gouges em oposição à falta de direitos e ao modo como a mulher era vista na França e, devido a essa publicação, a ativista foi guilhotinada. Dessa forma, nota-se como o patriarcalismo é algo intrínseco na sociedade, o que constitui, segundo Max Weber, uma "dominação tradicional", a qual é enfraquecida quando mulheres passam a se mobilizar, não de forma autônoma, mas sim na coletividade.


     Ademais, é perceptível a existência, em grande parcela da população, de um senso de competição e rivalidade entre as mulheres, o que é, muitas vezes, estimulado pela mídia e pela própria sociedade. Nesse interím, pode-se exemplificar tal panorama nas redes sociais, local onde principlamente as "influenciadoras digitais" disputam o maior número de seguidores, a maquiagem mais artística e o corpo mais magro, dentre tantos outros requisitos. Com isso, a filósofa judia Hannah Arendt, ao conceituar "banalidade do mal" como uma prática maléfica realizada inconscientemente pelo hábito, ratifica tal competição feminina enraizada na sociedade. 


       A união entre as mulheres, portanto, é imprescindível para mitigar impasses existentes no corpo social. Para tanto, urge ao Ministério da Educação e Cultura (MEC), por meio de eventos que promovam palestras e mesas redondas para debates, uma campanha nacional para o conhecimento acerca de sororidade e pautas relacionadas. Assim, essa medida deve ser efetivada com a presença conjunta de psicólogas, historiadoras e sociólogas. Com isso, a sociedade passará a entender e a praticar a sororidade e, então, os dilemas das telefonistas não mais serão vivenciados pelas mulheres do mundo atual. 

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