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Sororidade e união entre as mulheres

   Na série "The Walking Dead" a comunidade de Oceanside é composta por mulheres que resolveram abraçar uma causa em comum e lutar umas pelas outras buscando sobreviver e superar problemas passados, diante de um apocalipse zumbi. Longe da ficção, o episódio supracitado faz uma prévia do conceito de sororidade, termo ligado ao feminismo, que basicamente prega a união e irmandade entre pessoas do gênero, o que de certa forma causa impactos sociais significativos, seja pela busca do respeito e igualdade, seja pela manutenção das relações interpessoais. 


   Nesse sentido, o primeiro ponto a ser analisado é a busca pelo respeito e igualdade, já que nem sempre tais virtudes estão presentes na sociedade. Segundo o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, para explicar o presente é necessário compreender o passado. Portanto, é possível fazer uma breve analogia entre o problema mencionado e as suas raízes históricas, pois a sociedade desenvolveu-se sob moldes cristãos, gerando uma verdadeira sobreposição do gênero masculino. Consequentemente, o machismo se manifesta em situações rotineiras, desde relacionamentos abusivos ao assédio no transporte coletivo, e um bom exemplo disso é o documentário: "A Ditadura do Patriarcado" aonde um casal gay busca explicações viáveis e discutem sobre o tema com civis. 


  Paralelamente, é passível de discussão a questão da manutenção das relações interpessoais, pois só por meio da união haverá a força. Dessa maneira, depreende-se que a causa deve ser abraçada por todas, e trivialidades pessoais como padrões de beleza, nacionalidade e afins, sejam deixados de lado para que um ideal comum seja alcançado. Por conseguinte, um exemplo pertinente é  o da série "Grey's Anatomy", aonde uma personagem é acolhida por todas as funcionárias do hospital, após ser estuprada. 


   Tomando como base os argumentos apresentados, soluções viáveis devem ser adotadas para resolver a problemática. Por isso, o Ministério da Educação deverá contar com o apoio de professores, psicopedagogos, psicólogos e colaboradores para promover palestras e debates acerca do tema nas instituições de ensino, visando erradicar tais diferenças sociais na superação de determinados esteriótipos, a fim de oferecer equidade para todos os cidadãos, independente do gênero. Além do mais, a sociedade civil deverá se manifestar por meio de passeatas e das redes sociais com o intuito de pressionar o Governo Federal para a criação de políticas públicas efetivas que garantam os direitos da mulheres e ofereçam mais oportunidades. Enfim, o Brasil seria uma referência mundial no assunto, e situações como a da série supracitada seriam cada vez mais comuns. 


  


   

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