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Situação dos idosos no Brasil e no mundo

Na Grécia Antiga, existiu uma instituição na cidade de Esparta que tinha por nome Gerúsia: um conselho de respeitados anciãos que tomavam as decisões administrativas e políticas da pólis. Lamentavelmente, esse sentimento de consideração enfraqueceu-se ao longo dos séculos, pois, nos dias atuais, observamos um descaso com os idosos no Brasil e em alguns lugares do mundo. Essa situação pode ser explicada tanta pela fragmentação dos valores familiares quanto por seu desdobramento nos aspectos econômicos.


Primeiramente, é preciso entender a mudança dos costumes familiares na atenção do idoso. Esse cenário pode ser compreendido pela supervalorização do trabalho sobrepondo os laços sanguíneos: o indivíduo contemporâneo encontra-se tão imerso nas suas rotinas laborais e ambições pessoais que, gradativamente, negligencia a assistência aos membros de avançada idade da sua própria parentela, com o isolamento e abandono de muitos deles em casas de acolhimento e, quando não pior, à própria sorte, ignorando assim, os princípios elementares da sociedade, como solidariedade, amor, afeto, respeito, honra, etc. Como consequência disso, a população brasileira de idosos em abrigos públicos cresceu 33%, conforme dados da revista "Istoé", o que justifica o pensamento de Paolo Mantegazza, neurologista italiano, de que a velhice é a idade das negações.


Diante dessa deterioração comportamental, resta ao idoso ser avaliado apenas como custo por parte do Estado. Nessa dinâmica, os pronunciamentos infelizes do ministro financeiro do Japão, Taro Aso, endossam essa premissa: os pacientes idosos custam milhões de ienes aos cofres públicos e "eles que se apressem a morrer". Tal declaração trás à tona a situação desumana de como muitos políticos mundiais mensuram sua população inativa por idade, refletindo assim, no sucateamento de políticas previdenciárias e assistencialistas aos mais velhos. Essa realidade necessita de mudança, pois, apesar dos idosos encontrarem-se em um perfil econômico de não produtividade e aparentemente serem vistos somente como despezas, durante sua juventude eles muito contribuíram para suas nações, com o pagamento de impostos, empreendimentos sociais, projetos urbanos, etc, o que é reforçado pelo pensamento de Bauman: "a preocupação com a administração da vida parece distanciar o ser humano da reflexão moral".


Portanto, uma ação sinérgica entre a população e os governos faz-se necessária: o indivíduo, independende do país, deve buscar conscientização e mudança de atitudes por meios de conteúdos reflexivos disponíveis na internet,em livros e palestras geriátricas a respeito de como retomar os bons valores fraternos e praticá-los no cotidiano familiar, principalmente com os de terceira idade. Não obstante, as federações deverão articular em suas instituições políticas medidas que assegurem uma vida de qualidade em respeito e honra aos idosos, com a construção de praças públicas padronizadas para atendê-los, multiprofissionais públicos para orientá-los e leis que facilitem e garantam o direito de sua aposentadoria. Agindo dessa forma, espera-se que um dia nossos idosos sejam tão valorizados quanto foram os gerontes espartanos.

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