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Situação dos idosos no Brasil e no mundo

Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. No entanto, percebe-se que, no Brasil, hodiernamente, tal máxima agostiniana não tem se reverberado com ênfase na prática uma vez que a população idosa enfrenta diversos desafios no corpo social. Nesse contexto, deve- se analisar como o preconceito enraizado em consonância com a negligência estatal influenciam na manutenção das adversidades vivenciadas pelos anosos no  Brasil.


 Deve-se pontuar, de início, que o preconceito é uma das principais problemáticas que os idosos enfrentam cotidianamente. Nesse viés, segundo Karl Marx , em um mundo capitalizado as pessoas priorizam lucros e a satisfação dos seus interesses individuais em detrimento de valores humanos essenciais. Diante disso, a lógica capitalista instaurada, a qual atribui aos idosos o estigma de improdutividade e de força inoperante contribui para a segregação deles na sociedade e potencializa os atos anéticos e preconceituosos. Desse modo, é necessário desconstruir essa visão errônea para que os envelhecentes usufruam do respeito e devida importância, a qual é assegurada no artigo 230 da Constituição Federal de 1988.


Vale ressaltar, também, que o despreparo da máquina pública em atender às necessidades básicas e especiais do grupo supracitado representa um dos fatores limitantes do bem-estar dos idosos no país. Isso acontece porque o Estado é falho na implantação de um sistema de saúde e previdência adequado e negligente na consolidação de uma estrutura citadina que permita uma mobilidade e socialização dos anosos. Dessa forma, tal postura letárgica do governo vai de encontro ao pensamento filosófico de Thomas Hobbes, o qual ratifica que é dever do Estado atender de forma competente as necessidades de sua população.


Diante o exposto, compete às instituições de ensino a promoção de aulas extracurriculares de história e sociologia que proporcione um maior contato intergeracional, por meio de palestras, materiais históricos e produções culturais, com o fito de possibilitar a participação ativa dos idosos na construção do conhecimento dos jovens e desconstruir ideias errôneas e preconceituosas. Ademais, cabe ao Poder Executivo, na voz das prefeituras, através de recursos arrecadados pela Recita Federal, a contratação de médicos geriatras, a ampliação dos centros de saúde, além de uma infraestrutura urbana com a adaptação de calçadas e avenidas e também da construção de locais onde os idosos possam socializar, com vistas à promoção do bem-estar dos anosos no corpo social. Com a efetividade de tais medidas, poder-se-á mitigar gradativamente as mazelas vivenciadas pelos idosos no Brasil.

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