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Situação dos idosos no Brasil e no mundo

Conforme análise da socióloga Simone de Beauvoir, em sua obra ''A velhice'', os idosos carregam o fardo de serem considerados objetos incômodos pela sociedade, sem utilidade cívil. Essa situação, por sua vez, ocasiona a perda de direitos fundamentais dos idosos, como o direito à vida, pela exposição a atos que ferem a dignidade humana. Como exemplo, pode-se mencionar a pesquisa veiculada pela OMS, na qual demonstrou que, em média, 1 a cada 6 idosos sofrem violência no mundo. Logo, a negligência familiar e a inabilidade estatal em lidar com essa questão são considerados os principais fortalecedores dessa problemática, que necessita ser culturalmente combatido.


Em primeiro lugar, cabe abordar o papel familiar na gênese do abandono aos longevos nos dias atuais. Nesse contexto, seguindo a lógica de Simone de Beauvoir, o processo de envelhecimento é marcado pela diminuição gradativa da autonomia dos indivíduos, já que nessa fase da vida há o surgimento de múltiplos fatores contra a autodeterminação. Desse modo, os sentidos e o corpo diminuem a liberdade da ação, enquanto os orgãos internos demonstram o mal funcionamento, a exemplo do advento de cardiopatias. Sendo assim, alguns familiares promovem o descaso sistemático no cuidado aos idosos, seja pela falta de tempo gerada pelas práticas laborais ou pela dificuldade de lidar com o idoso e suas limitações.


Além disso, é válido salientar a inadiplência estatal na aplicação das garantias fundamentais aos idosos. Nesse ínterim, a partir do abandono ao idoso ou pela preferência familiar em terceirizar os seus cuidados, o Poder Público cria instituições, como os asilos, especializados no cuidado integral a esses indivíduos. No entanto, a máxima retratada por Zygmunt Bauman, acerca da presença de Instituições Zumbis, as quais mantém a sua forma a todo custo, mas que negligenciam a sua função, exemplifica esses espaços governamentais. Logo, a institucionalização não se encontra preparada para a velhice, pois estão orientadas para fins lucrativos e não provém os cuidados e estímulos necessários nessa fase da vida. Com efeito, o envelhecimento é visto de forma deplorável socialmente.


Faz-se mister, portanto, que haja um esforço contínuo federativo em busca do fim do abandono afetivo aos longevos no Brasil. Dessa forma, cabe ao Poder Público promover a maior valorização do idoso no seio familiar, por meio da realização de campanhas televisivas que dialogam as consequências do abandono na vida dos indivíduos, a fim de promover o senso crítico e diminuir esses casos no País. Além disso, cabe ao Poder Público melhorar a estrutura dos asilos, por meio da aplicação correta de verbas, além de contratar profissionais capacitados nos cuidados inerentes aos idosos, a fim de respeitar suas subjetividades e torna a vida desses mais harmônica.

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