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Sistema de saúde deficiente

Em 2017 atingimos a marca de 207 milhões de brasileiros, e desses, mais de 150 milhões dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS). Faltam leitos, vagas, médicos, remédios e equipamentos. E todas essas faltas de somam ao mal gerenciamento e subfinanciamento do governo. Com uma população cada vez maior e mais velha, aumentam os gastos dos hospitais, e também do cidadão.
Primeiramente, devemos considerar a falta de financiamento governamental e desvio de verbas. São incontáveis os números de corrupção e falta de transparência das autoridades; a pouca verba destinada para a saúde se torna ainda menor e então vêm os problemas com investimentos na infraestrutura dos hospitais públicos, compra de produtos médicos e hospitalares e pagamento de funcionários. Em 2015, o Brasil ocupava d última posição no ranking anual de eficiência de sistemas nacionais de saúde e têm sido um dos últimos colocados desde 2008. Isso significa que apesar dos altos gastos com a saúde, o país entrega pouco serviço aos brasileiros. Nos últimos anos, os cidadãos têm gasto mais com saúde do que o próprio governo. A ineficiência do sistema público leva muitos a comprarem planos de saúde privados e caros.
Ainda convém lembrar que o sistema privado também possui falhas que estão distantes de serem resolvidas. Falta de médicos, de atendimento de espera e mal atendimento são reclamações cada vez mais frequentes, e a fé que o povo tinha em tais sistemas têm se tornado cada vez menor com o passar dos anos. Muitas vezes, o atendimento mais frio dos profissionais de saúde tem origem na insatisfação com a estruturação da rede e remuneração recebida. As empresas que são teoricamente responsáveis pelos crescentes custos não podem promover os reajustes que acham necessários, e quem acaba pagando são os prestadores de serviço (médicos, hospitais e clínicas), apesar de não haver o retorno das perdas. Isso leva às baixas de salário e a consequente insatisfação do profissional até a desumanização de pacientes.
Desse modo, é cada vez mais necessária a criação e implantação de políticas de Estado, tanto nas redes privadas quanto na pública. Por exemplo, políticas de melhor distribuição de médicos no país. Temos muitos profissionais formados hoje e um número enorme de jovens estudantes que sonham em seguir essa carreira, e não podem devido ao alto custo das instituições privadas e a dificuldade de se ingressar em uma instituição pública. Com investimento em educação média e superior, programas escolares focados nos futuros médicos, com palestras de profissionais da área e aulas especiais para preparação dos vestibulares e para o próprio Exame Nacional, levariam a formação de mais profissionais capacitados para atender a população sempre crescente. E campanhas para a rede privada, tanto de organização quanto para o condicionamento de profissionais para combate a desumanização do paciente. O cidadão merece mais do que ser apenas uma estatística.
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