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Sistema de saúde deficiente

Passado o período da República Velha, chegamos à Era Vargas onde foi criado o Ministério da Saúde em 1953, levando à posterior criação do SUS (Sistema Único de Saúde) em 1988, após o longo período ditatorial. Hodiermente, a despeito dos avanços do cuidado e do atendimento da saúde pelo SUS, ainda são muitos os desafios, visto que sua defasagem se deve não somente a escassez de recursos e serviços, mas também ao desequilíbrio na sua utilização.

Mormente, ao avaliar o cenário brasileiro no âmbito da saúde pública nota-se a alta demanda de atendimento nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde), às quais 71,1% dos brasileiros recorrem (IBGE). Devido a isso, crises por falta de recursos, como medicamentos e equipamentos clínico-cirúrgicos acabam gerando enormes filas de espera e, por conseguinte, um déficit no atendimento dos pacientes. Ademais, a quantia de funcionários do sistema de saúde não reflete sua necessidade, dado que, uma vez que determinada UBS tem excedente de Pediatras, eles não iram suprir a insuficiência de outra área médica, assim ocasionando a demora de até três anos por uma consulta de um profissional em falta.

Outrossim, o contingente de pacientes que utiliza o SUS demasiadamente e de forma corrupta, contribui para o descarretar de um enorme desequilíbrio entre atendimentos. Essa parcela da população, neste caso, pode ser dividida nos que pensam erroneamente que o sistema é gratuito e os que sabem que pagam pouco pelo serviço. Entretanto, ambos irão conspirar pelo mesmo propósito, o qual consoante a Milton Friedman, sempre que alguém gasta dinheiro alheio consigo mesmo, essa pessoa tenta se beneficiar ao máximo sem se importar com os custos. Sob tal ótica, com a falta de fiscalização sobre o direcionamento dos gastos, evidencia-se a deturpação do SUS.

Portanto, tendo em vista a defasagem do SUS, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver o impasse. Torna-se imperativo que o estado crie uma emenda constitucional que intensifique a fiscalização sobre a má distribuição do serviço ofertado pelo SUS. Ainda, urge que o Ministério da Saúde crie uma plataforma de atendimento online para casos não graves e que não necessitam exames presenciais, visando resolver a lotação das UBSs. Por fim, cartilhas educativas sobre o funcionamento e a valorização do SUS devem ser elaboradas pelo governo e distribuídas nas escolas, com o fito de condicionar as crianças sobre a utilização correta do serviço. A partir dessas ações, espera-se uma melhora na deficiência do Sistema de Saúde brasileiro.
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