O CUPOM VOUPASSAR35 É VÁLIDO POR: dias horas minutos segundos

Sistema de saúde deficiente

Como conquista da reforma sanitária, a constituição federal de 1988 dispõe em seu art.196 que a saúde é direito de todos os cidadãos brasileiros e dever do estado. No entanto, é perceptível que o estado rompe com essa perspectiva, uma vez que, o sistema de saúde não abrange toda população, e não disponibiliza um atendimento de qualidade, apresentando precárias condições de infraestrutura, atendimento, gestão e investimento, entre outros aspectos. Diante disso, é necessário medidas para reverter esse contexto.
Em primeira análise, a carência de investimento do governo é polêmica, pois de acordo com o secretário de Ciência e Tecnologia, e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde , Jarbas Barbosa, o governo brasileiro investe 4,7% do PIB em saúde, índice inferior em comparação com outros países , como Canadá , estados unidos e reino unido, no qual o PIB varia de 7,6 % a 9,0 %. Além disso, esse fator interfere nos demais âmbitos dessa problemática, como a falta de recursos para construção de mais hospitais, ocasionando superlotação nos que estão em funcionamento, pois de acordo com a pesquisa do Tribunal de Contas da União, de 116 hospitais e prontos-socorros visitados no País, 64% estão sempre superlotados. Ademais, quando o impasse não são hospitais lotados, dados da TCU verificam outras causas como 77% dos hospitais que mantém leitos desativados por falta de equipamentos mínimos (ou muitos por falta de médicos e enfermeiros).
Em segunda análise, não a um incentivo governamental para mudar o cenário, os médicos do Sistema Único de Saúde são mal remunerados no que tange a rede privada, resultando na evasão desses profissionais no setor público. Outrossim, trata-se do desperdício de verbas, de acordo com o Diário de Pernambuco, em 2017 dos 500 bilhões gastos pelos setores públicos e privados, 20% foram desperdiçados por erros médicos, excesso de consumo de materiais, fraudes e procedimentos mal feitos. Além disso, a má gestão interfere na seleção da gravidade do paciente, onde hospitais que deveriam ser utilizados para categorias de saúde mais agravantes é ocupado por situações mais simples, porém com a demora no atendimento que passa a durar dias, a situação dos pacientes passa de um simples diagnóstico para um mais complexo. Ainda, a política de saúde para todos, não aparenta incluir brasileiros em locais de difícil acesso, como por exemplo regiões com reservas indígenas. Exemplificando, em 2012 uma pesquisa realizada na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, no Estado do Acre, o jornalista e autor da pesquisa, Valdir Baptista, traz observações no qual os problemas enfrentados pelos indígenas vão desde o saneamento básico, higiene, até dificuldades logísticas de socorro às populações isoladas na floresta.
Logo, é imprescindível que o Ministério da Saúde invista em atendimentos em locais afastados com a construção de postos médicos com profissionais habilitados em todas as áreas e especialistas para prontos-socorros com atendimento 24 horas, para que assim o índice de desigualdade ao acesso desse direito amenize. Portanto, o governo com o legislativo deve renovar a política de salários dos médicos como incentivo para mais profissionais no setor público. E, também o Conselho Municipal de Saúde deve realizar fiscalizações mais otimizadas do direcionamento das verbas para investimentos na saúde informatizando os seus processos com aplicativos e dispositivos de segurança, para que o direcionamento dos recursos sejam mais confiáveis e eficiente. Ainda, o governo em parceria com o ministério da saúde, deverá investir na construção de mais hospitais, além de regulamentar uma logística eficiente de atendimento em clínicas direcionadas para cada categoria de paciente, para que desse modo os impasses desse panorama diminuam e possam garantir a todo brasileiro o direito a saúde igualmente.
Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!