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Saúde mental no século XXI

No livro “Eu Estive Aqui”, Cody, uma adolescente com uma vida conturbada, perdeu sua melhor amiga, Meg, vítima de um suicídio, e acabou descobrindo que ela sofria de depressão há anos e seus pais mantinham isso em segredo, além disso, encontrou um desconhecido que a incentivava, por meio de redes sociais, a se matar. Apesar de ser ficção, é possível traçar um paralelo com a realidade, onde, muitas vezes, a saúde mental é deixada de lado e doenças como a depressão são ignoradas e não recebem tratamento e atenção adequados, e métodos de prevenção ainda são pouco reconhecidos.


                Em primeira instância, é necessário mencionar que os indivíduos pertencentes à sociedade atual, aprendem, desde a infância, que podem e devem ser impecáveis em toda atividade realizada, o que é absorvido por eles e interiorizado, até que passem a se autocobrar de mesma maneira. Dessa forma, segundo o filosofo Byung-Chul Han, o indivíduo se explora e acredita que isso é realização, ou seja, por não haver uma estrutura emocional já firmada, a pessoa passa a tentar encontrar felicidade em objetivos, e quando não alcança, não sabe lidar com a frustração, o que corrobora diretamente com a problemática.


                Além disso, existe uma negligência quanto a doenças mentais, muitos dos sintomas são desacreditados e considerados como tentativas de chamar atenção, ou simplesmente definidos como “paranoia”, o que acaba reforçando estigmas negativos já existentes, e, tornando o paciente acometido pela doença ainda menos propensos a se tratar. Outrossim, existem grupos que tornam doenças mentais jogos, cuja finalidade é, muitas vezes, incentivar pessoas a cometer suicídio, a título de exemplificação, o jogo da baleia azul que surgiu em 2013 e resultou em diversas mortes. Por tanto, as doenças mentais são uma questão imprescindível de saúde pública, e não devem ser banalizadas.


                Destarte, depreende-se que a saúde mental é determinante para um individuo estar plenamente saudável. Assim, é essencial que a ONU (Organização das Nações Unidas), juntamente com a OMS (Organização Mundial da Saúde), incentivem os governos e auxiliem no melhoramento de centros de atenção especializada a pessoas com doenças mentais, e criem campanhas, veiculadas especialmente em meios digitais, como redes sociais, orientando a população quanto aos principais sintomas e quais devem ser as medidas a serem tomadas. Também é importante que os órgãos responsáveis pela educação em cada país, vinculem às disciplinas de estudos sociais, conteúdos referentes à inteligência emocional, e, dessa maneira, serão formados cidadãos estruturados para lidar com frustrações, e assim evitando que casos como o de Meg se tornem realidade.   

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