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Saúde mental no século XXI

                No limiar do século XXI, é notória a priorização do bem-estar físico a saúde mental, mesmo ambos sendo extremamentes importantes para uma vida de qualidade. Para o filósofo renascentista Thomas More, o conceito de utopia configura-se como uma civilização ideal e imaginária, essa se encontra no horizonte -inalcançável- mas, é fundamental buscá-la para a resolução dos conflitos sociais. Contudo, quando se percebe que problemática responsável por antepor a saúde física está intrinsecamente ligada à realidade brasileira, seja pela insuficiência estatal, seja pela banalização da sociedade, confirma-se a necessidade de medidas que aproximem o Brasil do conceito de More.


                 Convém ressaltar, a princípio, que a ineficiência estatal está diretamente ligada à falta de suporte aos cidadãos com problemas mentais. A Constituição Cidadã de 1988, no artigo 196, dispõe " A saúde e bem-estar é direito de todos e dever do Estado". No entanto, é preciso considerar que se trata de um artigo falho, uma vez que o índice de suicídio - sendo a depressão, um transtorno mental, principal causa - cresceu aproximadamente 15% em menos de 10 anos, conforme divulgado pelo portal G1. Isso ocorre, devido à falta de assistência para com essa parte da população que sofre com transtornos psíquicos, visto que, de acordo com presidente do CVV - Centro de Valorização da Vida- 90% dos casos de suicídio não são evitados por causa dos problemas de saúde pública no Brasil. Dessa forma, medidas são necessárias para combater essa negligência.


                 Além disso, vale destacar a trivialização, no que tange à saude mental, por parte da sociedade. Conforme o criador da psicanálise, Sigmund Freud, o diálogo é uma das formas para combater transtornos mentais. Nessa perspectiva, é notorio que a sociedade brasileira banaliza as doenças mentais, consequentemente, a parte da população que sofre com esses problemas, muitas vezes, tem receio de falar sobre, por conseguinte, abre mão de um método de tratamento. Dessa maneira, são primordiais ações que alterem esse cenário.


                    Diante disso, é evidente, portanto, a necessidade de medidas que aproximem o Brasil da civilização ideal de Thomas More. Destarte, é dever do Governo, por meio do Ministério da Saúde - ramo do Estado responsável pela qualidade de vida do brasileiro - a ampliação de programas como o RAPS - Rede de Atenção Psicossocial - para cidades com maior índice de suicídio, para que esses casos sejam evitados. Outrossim, é dever do MEC, em parceria com ONGs, a criação de debates comunitários sobre os problemas mentais, com intuito de romper com a vulgarização entorno desses. Somente assim, a população que sofre com transtornos psíquicos terá uma vida de qualidade.

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