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Saúde mental no século XXI

Atualidade análoga ao mal do século


A segunda fase da literatura romântica, conhecida como mal do século, caracterizou-se pelo pessimismo presente nos poemas com forte atração pelo obscuro e pela morte.Tal manisfestação literária demonstrava os profundos sentimentos de vazio e solidão vivenciados pelos artistas da época. Hodiernamente, a população global compartilha de sentimentos análogos, o que leva a temer-se um adoecimento mental coletivo, visto que os impactos negativos à saúde mental são potencializados pelas redes sociais e negligenciados por parte significativa da população.


É notório que as redes sociais geram e potencializam efeitos negativos à saúde mental do ser humano. Uma vez que blogueiros e influenciadores digitais, protagonistas do mundo online, apresentam parcialmente suas vidas, exaltando viagens, compras, beleza e dinheiro. Assim, difundem uma utopia de sucesso e perfeição, levando usuários comuns a crer na ilusão de carreira,estética e relacionamento bem sucedidos a um passo de distância. Contudo, na realidade, alcançar tais feitos é extremamente difícil e demorado, quando possível. Então, a frustração dos indivíduos cresce enquanto a auto estima dimimui e são desencadeados casos de ansiedade, síndrome do pânico e depressão, sendo essa última a terceira doença mais comum no mundo, segundo a OMS ( Organização Mundial da Saúde).


Além disso, aqueles que padecem de algum transtorno mental são negligenciados por grande parte da população, devido à banalização e ao preconceito frente às patologias mentais. Dessa maneira, observa-se que muitos negam ajuda e apoio aos mentalmente enfermos , pois banalizam a problemática por achar ser uma forma de chamar atenção, frescura ou até falta de Deus. E também , existem aqueles doentes que não expressam suas dificuldades e recusam-se a buscar ajuda e tratamento medicinal, devido ao preconceito e ao esteriótipo de que quem consulta psicólogos, psiquiatras ou toma remédios controlados é louco. Logo, sem assistência e tratamento cresce o número de suídios no mundo. Prova disso são dados da OMS que revelam que 800000 pessoas suicidam-se por ano no mundo.


Fica evidente, portanto, que é necessário romper com a cultura preconceituosa e dar atenção especial a saúde mental das pessoas. Logo, é necessário que a mídia provoque a empatia e descontrua o preconceito nas mentes daqueles que ainda não compreendem a seriedade dos transtornos mentais e incentive os atingidos a procurar ajuda e tratamento. Por meio de filmes e séries que contem a vida de personagens que enfrentem situações semelhantes. Com isso, espera-se que o adoecimento mental coletivo seja freado e que sentimentos análogos a fase byroniana do romantismo não dominem a população do século XXI.

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