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Saúde mental no século XXI

De acordo com o sociólogo pós-estruturalista Stuart Hall, o indivíduo contemporâneo é dotado de múltiplas identidades. Atrelada ao ideário do autor, a saúde mental no século XXI é caracterizada por uma problemática identitária e de autoconhecimento. Isso ocorre, ora em função do sistema capitalista que desestimula o conhecimento do trabalhador, ora devido a homogeneização da sociedade por culpa dos meios midiáticos.


A priori, é imperioso pontuar que o sistema capitalista desestimula o autoconhecimento do trabalhador, já que, este produz algo padronizado e imposto pela indústria repetidamente. Essa conjuntura assemelha-se à teoria marxista que afirma que o homem não se reconhece no que produz. Dessa maneira, o ser humano inserido nesse sistema não exerce a criatividade e soluciona problemas no trabalho e não constrói, pois, gostos pessoais, assim como o filme “Tempos Modernos” de Charles Chaplin o qual o protagonista enlouquece após exercer os mesmos movimentos e ações por horas.


Ademais, as mídias e propagandas, como revistas e plataformas “Spotify”, geram uma sociedade homogênea e com falta de diversidade cultural, uma vez que, os produtos como roupas, estilos e tendências em geral são os mais promovidos e, portanto, causam uma demanda maior pela população. Esse consumo já foi comprovado pelo ideário do sociólogo Nobert Elias que diz que os gostos e pensamentos da sociedade são definidos pelos meio midiáticos. Em vista disso, é irrefutável que o homem adquire identidades diversas dependendo das tendências e o que lhe é sugerido, assim como dito por Stuart Hall.


Portanto, conforme o supracitado, o contingente populacional possui uma saúde mental caracterizada pela perda identitária, falta da criatividade e da opinião. Logo, urge que o Poder Legislativo elabore leis que permitam a participação do trabalhador no sistema de produção da instituição ou empresa, por meio de questionários mensais para os funcionários da empresa e punições para as indústrias que não os reconsiderarem democraticamente, a fim de divulgar a sugestão dos empregados. Além disso, o Ministério da Educação deve incentivar estudantes a descobrir seus próprios estilos e gostos desde o Ensino Fundamental, por intermédio da inclusão de aulas de dança, moda e desenho, para assim, formar cidadãos críticos sobre a massificação dessas artes. Enfim, a teoria de Stuart Hall extinguir-se-á.

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