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Saúde mental no século XXI

Na obra "Utopia", do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência e conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a saúde mental no século XXI apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária que mescla conflitos nas esferas sociais e políticas, analisar seriamente as raízes e os frutos dessa problemática é medida que se faz imediata.



Primeiramente, é essencial pontuar que o Brasil encontra-se em primeiro lugar no ranking dos países acometidos pela depressão na América Latina com 5,8% da população doente. Vale ressaltar que, a debilidade da saúde mental, além de gerar problemas psicológicos, pode ocasionar também problemas no físico. Segundo a dermatologista Márcia Senra, o estado emocional pode tanto causar doenças como agravá-las, isso ocorre, pois, o sistema nervoso central e a pele tem a mesma origem embrionária, então é comum a relação dos dois. Outrossim, deve-se lembrar que o corpo e a mente são indissociáveis, desse modo, faz-se mister o debate sobre tal problema para que seja solucionado.



Ademais, evidencia-se o fato de que, hodiernamente, a felicidade, pode-se interpretar, tem a ver com a satisfação de expectativas. Na sociedade contemporânea, as pessoas são treinadas desde a infância a viver com pressa, muitos indivíduos, especialmente os jovens, nunca viram outras formas de viver e, portanto, não adquiriram a habilidade de lidar com suas frustrações, desenvolvendo assim, transtornos mentais. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), o suicídio é a segunda causa de morte entre jovens de 15 a 24 anos e ainda afirmam que, se tratadas às patologias, os suicídios poderiam ter sido evitados.



Portanto, medidas são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o aumento dos transtornos mentais necessita-se urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, será revertido na contratação de psicólogos nas instituições educacionais, a fim de prevenir o desenvolvimento de transtornos mentais e possíveis casos de suicídio. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo o impacto nocivo da falta de saúde mental, e a coletividade alcançará a Utopia de More.

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