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Saúde mental no século XXI

                                                                             Psicológico Líquido


  No livro "O alienista" de Machado de Assis, é retratado a necessidade de debater as questões acerca da saúde psicológica das pessoas. Entretanto, no século XXI, diante das novas dinâmicas sociais e de trabalho, os problemas envoltos da psiques são deixadas em segundo plano. Isso ocorre devido à priorização da saúde física em detrimento da mental e da negligência estatal diante do assunto, o que corrobora para que a situação se agrave.


  Primordialmente, é importante ressaltar que, em função das novas dinâmicas de trabalho, pós Revolução Industrial, a questão da saúde mental passou a ser tratada como algo menos importante, tendo em vista que esse contexto trouxe a necessidade de trabalhar mais e ter cada vez menos tempo disponível. Esse cenário faz com que os indivíduos levem suas vidas de acordo com a demanda do mercado, ou seja, gerando mais lucro o que compromete o desenvolvimento de atividades sociais que promovam o bem-estar desses indivíduos. Também, como analisado pelo sociólogo Zygmunt Bauman em sua obra "Modernidade líquida", as relações humanas se tornaram inconstantes, gerando um isolacionismo social que contribui para o sentimento de solidão e coloca em risco a estabilidade emocional das pessoas.



  Ademais, é imperativo salientar a negligência estatal diante da área da saúde como algo relevante nessa problemática. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar populacional. Todavia, não condiz com o ocorre no Brasil. Isso porquê, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), apenas 3,6% do orçamento da União é destinado ao setor de saúde pública. Como resultado desse subfinanciamento, os hospitais e postos de atendimento não possuem a quantidade necessária de equipes especializadas em tratamentos psicológicos, como psicólogos e psiquiatras, para atender toda a demanda de maneira eficiente e rápida, comprometendo, dessa maneira, a efetividade do atendimento e contribuindo para a intensificação do problema enfrentado pelo indivíduo. Logo, é importante o investimento nesse setor com o intuito de promover um atendimento mais eficaz.



  Portanto, faz-se mister que o Estado reformule sua vigente tema para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da sociedade brasileira, urge que o Ministério da Saúde crie, pro meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas redes sociais e televisivas que detalhem a importância do cuidado com a saúde mental e advirtam os indivíduos acerca do perigo de negligência-la, sugerindo que eles procurem a ajuda de profissionais especialistas para lidar com os problemas psicológicos. Somente dessa maneira, as pessoas poderão possuir o equilíbrio emocional que necessitam para garantirem seu bem-estar e o Estado exercerá sua função prevista por Hobbes. 

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