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Saúde mental no século XXI

No filme “Joker” de 2019, o protagonista Arthur Fleck é deixado de lado pela sociedade por apresentar transtornos mentais. Assim, ele passa por diversas dificuldades em sua vida social e profissional.

 

Similarmente, muitos brasileiros encontram-se na situação do personagem supracitado. Dessa forma, o cenário do bem-estar mental no país é alarmante: os eventos ocorridos após a modernidade mudaram radicalmente o estilo de vida das pessoas e isso as levou a terem mais problemas mentais.

 

Primeiramente, é preciso discorrer sobre os ocorridos da Idade Moderna que levaram a modificações profundas na sociedade. A Revolução Industrial que teve início em 1760 na Inglaterra foi o ápice desse processo. Sua proposta era aumentar a eficiência da produção por meio da utilização de máquinas, produtos químicos e energia elétrica. Contudo, não havia lei para proteger o trabalhador. Logo, o número de horas excessivas de serviço e as condições precárias das fábricas e dos centros urbanos, agora sobrecarregados, levaram o indivíduo a miséria e a falta de perspectiva de vida.

 

Por conseguinte, os sujeitos adoeceram mentalmente. Com o intuito de manter seu poder, a burguesia consolidou e apoiou estruturas jurídico-políticas e ideológicas como o Estado, a religião e os meios de comunicação. Esses elementos são, de acordo com Karl Marx, a superestrutura. Analogamente, no Brasil, Estado onde também aconteceram processos industrias burgueses, os trabalhadores de baixa renda, como Arthur Fleck, precisam ficar horas no transporte público para chegar no local de trabalho. Também, muitas vezes, a laboração é exploratória no sentido de visar o lucro a todo custo. Em conformidade com esses dois elementos está a Pesquisa Nacional de Saúde 2013. Ela aponta que 14,1 milhões de brasileiros têm um diagnóstico de transtornos ou sofrimentos mentais. Portanto, fica evidente a relação entre vivências no mundo do trabalho e o vigor mental.

 

Em suma, é possível dizer que o estado da vitalidade cognitiva das pessoas no Brasil é preocupante na medida em que os adventos da Modernidade o afetaram. Dessa forma, é preciso que o Estado tome providências em relação ao quadro atual. Para que os efeitos nocivos das grandes mudanças provocadas pela modernidade atenuem e os números de diagnósticos alarmantes sobre o bem-estar mental diminuam, é essencial que o Ministério da Saúde, órgão responsável pela promoção da vida pública, fiscalize as condições dos locais de ofício e o estado dos colaboradores. Isso deve ser feito por meio de licitações com empresas que contratam médicos do trabalho. Somente assim, a população estará mais longe de vivências como as de Arthur Fleck.

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