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Saúde mental no século XXI

    A série americana "Os Treze Porquês" mostra a vida de uma adolescente que se suicidou por não ter conseguido a ajuda necessária para tratar da sua saúde mental. O cenário exposto nesse programa serve para fazer uma crítica à realidade, em que, a falta de políticas públicas dedicadas aos transtornos psíquicos afeta a vida de milhares de jovens. Em paralelo a isso, os tabus e preconceitos relacionados ao tema são muito mais disseminados às pessoas devido ao uso da internet, fazendo com que os indivíduos se envergonhem de buscar auxílio profissional. Sob tal ótica, esse cenário cria uma epidemia global da saúde mental e precisa ser discutido.


        Atualmente vive-se uma crise de transtornos mentais que afeta principalmente os mais jovens. De acordo com a OMS, o suicídio é a segunda maior causa de morte entre indivíduos de 15 a 29 anos de idade. Por isso, políticas públicas para amenizar e tratar essa situação são primordiais para aumentar a qualidade de vida dos cidadãos. O problema é que, segundo um relatório publicado pela revista "Lancet", doenças como ansiedade e depressão aumentaram dramaticamente nos últimos 25 anos e nenhum país está investindo o suficiente para combater essa tendência. O que deve ser percebido é que, a falta de saúde mental durante a adolescência tem impacto no desempenho educacional, aumenta o uso de drogas e gera comportamento violento, como afirma António Guterres, Secretário Geral da ONU. Sendo assim, as políticas públicas são de extrema importância para diagnosticar e tratar da mente da sociedade e então, evitar os 'efeitos colaterais' de uma saúde mental negligenciada. 


      Outrossim, é válido ressaltar que, conforme o psiquiatra Augusto Cury, a humanidade está inserida intensamente e globalmente na era dos computadores e da internet, o que pode ser considerado o mal do século XXI. Dessa maneira, é mais fácil propagar tabus e preconceitos às pessoas. É o que ocorre com os transtornos mentais. A sociedade, de forma geral, enxerga o doente mental com uma perspectiva estereotipada vinda desde o Renascimento, em que o 'louco' era tratado como um animal, ou seja, um ser irracional. Esse tabu leva os indivíduos a omitirem os seus sentimentos por não se sentirem seguros para falarem com mais naturalidade sobre saúde mental. Assim, eles se tornam reféns das próprias emoções com medo de enfrentarem o problema ou de sofrerem algum preconceito pelas pessoas.  


       Diante do exposto, antes que mais vidas sejam perdidas por falta de discussão e tratamento dos transtornos mentais, é preciso intervir. Logo, cabe ao Governo Federal promover políticas públicas que auxiliem pessoas com doenças mentais a terem mais qualidade de vida. Essa medida deve ser feita por meio de leis que exijam a presença de psicólogos nas áreas educacionais e nas grandes empresas para avaliar as condições mentais dos indivíduos e promover terapias periodicamente, tendo como resultado não apenas a melhora da saúde mental das pessoas, mas também a diminuição dos efeitos negativos que essa patologia causa nos adolescentes. Além disso, é de extrema importância que o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Cultura, crie feiras públicas e distribua panfletos explicando os sintomas dos transtornos mentais, como procurar ajuda para trata-los e o quão normais eles são na sociedade atual. Assim, será promovido a maior discussão sobre o assunto e os indivíduos deixarão de reprimir seus sentimentos por medo de sofrer preconceitos. Afinal, segundo a OMS, a saúde mental é uma parte integrante e essencial da saúde.


 

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