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Saúde mental no século XXI

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. De forma análoga ao trecho do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, percebe-se que essa pedra é um problema, assim como a saúde mental dos indivíduos, sobretudo, no século XXI. Por se tratar de um assunto bastante relevante, é indiscutível que esse obstáculo precisa ser analisado de maneira mais séria e organizada. Isso se evidencia não só pela omissão governamental, mas também os acentuados casos de suicídios.


Primordialmente, vale destacar que é fundamental que o Estado torne-se o protagonista diante desse contexto, uma vez que se encontra omisso no cumprimento da garantia do bem-estar social. De acordo com a Constituição Federal, promulgada em 1988, garante o direito à saúde para todos os cidadãos, isto é, tanto física quanto mental. No entanto, nota-se que os postos de atendimentos públicos não oferecem esses serviços proporcionais às comunidades. Além do mais, segundo o sociólogo alemão Ralf Dahrendorf, em sua obra “A Lei e a Ordem”, a anomia é a condição social em que as normas reguladoras de comportamentos perdem sua validade. Nesse sentido, em paralelo ao pensamento de Dahrendorf, verifica-se que as normas que garantem o direito à saúde estão em um cenário de anomia, visto que as normas não condizem com a realidade no país.


Além disso, outro aspecto bastante relevante é o número exagerado de casos ligados ao suicídio. Consoante a Organização Mundial da Saúde, estima-se que 800 mil casos de autocídio são registrados por ano. Ademais, perante o neurocientista Pedro Calabrez, o uso exacerbado das redes sociais influenciam na mentalidade dos usuários, posto que existe uma maior preocupação com o mundo virtual e, assim, esquece a realidade. Desse modo, diante do surgimento de novas tecnologias, é necessário que o cidadão possua um autocontrole ao utilizar esses novos acessórios. Logo, deve-se informar à sociedade sobre a importância do controle da vida virtual, como também oferecer meios para as pessoas que já estão com problemas psicológicos.


Ao parafrasear Dahrendorf, visto que as normas encontram-se em situações de anomia, é necessário que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual. Portanto, urge que o Ministério da Saúde invista em novos postos de atendimentos públicos, por meio da inserção de profissionais qualificados e capacitados para atenderem aos públicos que sofrem com problemas psicológicos, com o intuito de assegurar a vida das pessoas e garantir o bem-estar. Outrossim, cabe aos meios de comunicações divulgar os malefícios que o uso exagerado das redes sociais podem causar aos usuários, com o objetivo de informar sobre os problemas mentais que, em certos casos, estão ligado ao uso dessas tecnologias. Somente assim, proporcionará uma melhoria na questão mental e na redução de suicídios, e, finalmente, a pedra citada por Drummond, seja removida e solucionada.

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