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Saúde mental no século XXI

Para o importante filósofo e sociólogo polonês Zygmunt Bauman: "A vida é muito maior que a soma de seus momentos". No entanto, em uma sociedade cada vez mais instável mentalmente, seguir esta afirmação parece ser um desafio. Dificuldades em expressar e lidar com sentimentos, além da autocobrança, são fatores preponderantes para a quebra do equilíbrio mental. Nessa perspectiva, é de suma importância a discussão desse tema e a adoção de medidas que visem a promoção da saúde tanto física como mental.


Sabe-se que, há muito, o preconceito em relação aos transtornos psiquiátricos está presente na sociedade. Durante muitos anos na Idade Média, pessoas eram excluídas do convívio social e, por vezes, queimadas por apresentarem distúrbios psiquiátricos. Por consequência, estigmas como esse perpetuaram e contribuem para a dificuldade em tratar e ressocializar pessoas com tais condições. Nesse sentido, cabe à atual geração desmistificar esse preconceito e seguir por caminhos que extinguam essa realidade.


Paralelo à isso, as redes sociais têm contribuído significativamente para o prejuízo mental, principalmente, dos jovens. Segundo dados da OMS, a Organização Mundial da Saúde, o suicídio é a segunda principal causa de morte entre 15 a 29 anos de idade. A necessidade de aceitação e de pertencimento fazem com que jovens se desgastem para atingir níveis de perfeição que não são reais. Aliadas à isso, a banalização das psicopatologias é um fator influente na criação de estereótipos que dificultam a busca por ajuda e reafirmam velhos preconceitos. Desse modo, fica evidente as inúmeras consequências dessa situação e a alarmante necessidade da busca por soluções.


Igualmente, a ausência de um sistema de apoio familiar é um agente intensificador do desequilíbrio mental. De acordo com Bauman, as relações do mundo contemporâneo se tornaram frágeis e isso traz um conceito de modernidade líquida onde as instituições são fluidas. Essa fragilidade resulta em indivíduos isolados socialmente e mais suscetíveis ao esgotamento mental, situação já presente no Brasil segundo a OMS, visto que, hoje, a depressão afeta cerca de 5,8% dos brasileiros. Assim, há uma grande preocupação quanto ao bem estar mental, principalmente na garantia do exercício de seu direito previsto na Constituição Federal, que assegura o direito à saúde.


Portanto, a fim de mitigar o problema é necessário que haja uma parceria entre o Ministério da Saúde, a escola e a indústria midiática, na promoção de projetos socioeducativos. Isso pode ser feito através de debates e palestras sobre a importância do bem estar físico e mental, visando a quebra de paradigmas que circundam os transtornos mentais. Outra alternativa para solucionar tal quadro é a difusão de informações de redes de ajuda, como o Centro de Valorização da Vida e o CAPS, Centro de Atenção Psicossocial. Assim sendo, a sociedade poderá desfrutar de uma saúde plena, direito assegurado por lei.

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