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Saúde mental no século XXI

Sabe-se que as Ciências Médicas evoluíram amplamente ao longo dos séculos, mas, ainda existem muitas informações não descobertas, mormente em relação à mente humana. Em vista disso, o deparar-se com transtornos de comportamento, o indivíduo tende a reagir de modo aversivo, o que propicia a exclusão do grupo social fragilizado. Outrossim, no que tange as anomalias congênitas ou adquiridas durante o amadurecimento, é perceptível que a falta de preparo dos responsáveis influi no declínio do bem-estar e projeção de vida dos cidadãos acometidos.


Nesse sentido, de acordo com o Ministério de Saúde, 12% da população necessita de algum entendimento em saúde mental, seja ele contínuo ou eventual, porém, muitos ignoram os sintomas por temeridade à rejeição social. Tal convenção é explicada pelos registros históricos da Idade Média, os quais retratam episódios de torturas e prisões injustas, em razão da inexistência de compreensão das alterações químicas que o cérebro pode sofrer. Por conseguinte, a estigmatização das disfunções cerebrais impede a adesão de todos os que precisam às tratativas específicas, o que intensifica a desinformação e ineficácia das políticas públicas.


Outro fator agravante é o despreparo dos profissionais em geral, ao lidar com as nuances dos desequilíbrios psíquicos, isto é, conduta indevida a qual acarreta na piora do paciente. Similarmente à série americana “Orange is the New Black” que ilustra o tratamento proferido às mulheres de um presídio feminino, nesse contexto, tem-se uma detenta com distúrbios mentais, apelidada pelas colegas de “Olhos Loucos”. Porquanto, devido à ausência de remédios controlados e/ou ministrados corretamente, bem como confinamento, sem distinção, com presidiárias mentalmente saudáveis ocorre o agravamento do quadro de saúde dela.


Portanto, com o intuito de desarraigar a problemática supracitada é fundamental a atuação do Estado, juntamente com as instituições escolares. Posto que a discriminação retarda a procura por ajuda cabe à escola incentivar a empatia e discernimento dos alunos. Ademais, por meio de seminários e palestras com enfoque na identificação e tratamento das adversidades, sem culpabilizar a vítima. Salientando-se ainda que é imprescindível o auxílio do Ministério de Educação e Cultura no aumento do contingente de professores preparados - via cursos dinâmicos e especializantes - consequentemente, livre de julgamento popular, o doente pode recuperar-se ou estabilizar o inconsciente, amparado pelas políticas pré-existentes no Brasil, como por exemplo os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

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