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Saúde mental no século XXI

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1948, a saúde é direito de todos os cidadãos, inerente a qualquer condição. Entretanto, há um uma limitação ao se pensar em ser saudável, pois muitos acreditam que isso está relacionado a uma condição apenas física, esquecendo-se do campo mental. 



A depressão tem sido um dos males mais presentes na contemporaneidade, porém, apesar das consequêncais causadas por ela, sendo a morte por suicídio uma delas, o assunto ainda é tratado de forma leviana. Muitos acreditam que saúde mental é frescura, algo passageiro, outros também creem que isso se trata de uma questão espiritual. Possivelmente, tais posicionamentos se dão, na maioria das vezes, por falta de informação. Contudo, a depressão não é a única doença que existe e é ignorada. A OMS (Organização Mundial da Saúde) não define o que é saúde mental, uma vez que exitem fatores culturais que diferem o que é ou não ser mentalmente saudável. Mas a ansiedade, TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), esquizofrenia etc,  enquadram-se nesse tópico. 



Além disso, deve-se pensar acerca de possíveis fatores que corroboram a má condição mental de um indivíduo. A escola, que é o principal lugar onde ocorrem os casos de bullying; o emprego e a universidade, que sobrecarregam o trabalhador ou estudante;  a família, que pode ser problemática e que é o mais presente círculo social de uma pessoa. Todos esses lugares são potenciais ambientes tóxicos para a saúde psicológica, uma vez que estão presentes diariamente na vida da grande maioria dos cidadãos. O Estado também desenvolve um papel fundamental na condição de todos, porque as decisões tomadas pelos governantes interferem diretamente na qualidade de vida da população. Falta de emprego, lazer, segurança e políticas públicas afetam o funcionamento, comportamento e a saúde de uma nação. 



Em virtude dos fatos mencionados, cabe à sociedade as mudanças políticas, uma vez que o povo elege seus governantes e serão eles os responsáveis por, juntamente ao Ministério da Saúde: investir maciçamente em campanhas publicitárias, como o setembro amarelo (mês de prevenção ao suicídio),  que abordem  empatia, resiliência, como identificar os sintomas e afins. Seguidamente, deve-se apresentar para a sociedade quem são os profissionais que lidam, de forma responsável e regulamentada, com essas questões, e fornecer acesso gratuito a eles, através do SUS (Sistema Único de Saúde), como psicólogos e psiquiatras. Uma vez realizadas todas essas medidas, o problema poderá ser amenizado. 

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