ENTRAR NA PLATAFORMA
Saneamento básico no Brasil

A Peste Negra ou Peste Bubônica dizimou um terço da população da Europa medieval e foi causada, essencialmente, pela proliferação de ratos e pulgas (vetores da peste), devido à ausência de saneamento. Tal fato foi responsável por elucidar, para as cidades em desenvolvimento, desde então, a importância de eliminar adequadamente seus próprios dejetos. Porém, no Brasil, a desigualdade regional (causada principalmente pela centralização de investimentos industriais no Sul e Sudeste, durante os Anos Desenvolvimentistas do governo de Jucelino Kubtischek), favorece a ausência de saneamento básico, acarretando problemas ambientais, socioeconômicos e de saúde pública, que carecem de solução.


 


Tal afirmativa é possível, pois estudos epidemiológicos realizados pela Fiocruz mostram, ano após ano, alta prevalência de doenças parasitárias como helmintíases, amebíases e protozooses principalmente nas regiões norte e nordeste. Essas doenças possuem transmissão intimamente ligada à qualidade do tratamento de esgoto. Algumas delas, como a amebíase causada por Entamoeba histolytica, podem levar ao comprometimento grave do órgão parasitado e pode ser letal para crianças. Uma vez que não existem vacinas para a maioria dessas parasitoses, a principal medida profilática é o saneamento adequado, principalmente para populações mais carentes.


 


Em segundo plano, a falta de saneamento provoca a poluição dos cursos d’água que servem como fonte de renda para muitas famílias. O esgoto não tratado contém altas taxas de matéria orgânica que, quando dispensada nos cursos d’água, promove a eutrofização. Nesse processo, o excesso de nutrientes estimula a proliferação de algas, que esgotam oxigênio disponível no ambiente e deixam a água turva e imprópria para consumo, pesca e irrigação. Por esse motivo, o saneamento básico não é só importante para a saúde dos brasileiros, mas também é essencial para a preservação ambiental e manutenção das atividades econômicas que dependem da qualidade da água.


 


Partindo dessas premissas, o acesso de todos os brasileiros ao saneamento básico é fundamental para garantir segurança, dignidade e oportunidade de desenvolvimento socioeconômico. Consequentemente, o Ministério do Desenvolvimento Regional precisa estimular o cumprimento da Lei do Saneamento Básico. Essa lei exige que todos os municípios desenvolvam ações em conjunto com o Governo Federal e com a comunidade para oferecer recolhimento de esgoto, captação da água da chuva, manejo de resíduos sólidos e água tratada para seus moradores. Por esse motivo, o Ministério precisa formular planos e programas regionais, auxiliando as prefeituras municipais na realização das obras. Além disso, o Ministério da Saúde precisa mobilizar ações comunitárias em áreas de risco fornecidas pelos boletins epidemiológicos brasileiros. Instruindo a população local sobre práticas sanitárias seguras, os cidadãos ficarão mais seguros até a conclusão das obras necessárias.

Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!
Message comes here!
Aguarde