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Saneamento básico no Brasil

  "Super Shock", animação a qual retrata a vida de um estudante afro-americano ao torna-se herói, em inúmeras cenas evidencia a eficiente estratégia de esgoto de Dakota (cidade na qual a trama é apresentada) ao articular momentos de perseguição entre Super Shock, o herói, e os vilões. Fora da ficção, é fato que a realidade brasileira - seja pela insuficiência estatal, seja pela pouca informação cívica - não dispõe de um sistema de saneamento com a mesma qualidade do apresentado em "Super Shock". Nesse viés, é necessário discutir acerca de como solucionar o impasse.


  Diante desse cenário, é válido analisar os impactos causados pela falha governamental em promover o saneamento básico na conjuntura social. O filósofo São Tomás de Aquino salienta que é dever do Estado condicionar os direitos básicos à vida a qualquer cidadão.  Sob essa máxima, percebe-se que o Poder Público deturpa a sua funcionalidade ao não descentralizar políticas as quais asseguram o saneamento à sociedade, haja vista que apesar do progresso democrático - de acordo com a Comissão de Serviços de Infraestrutura - 48% da população brasileira ainda não tem esgoto. Destarte, tudo isso não só explicita o descaso governamental em concretizar a sua soberania perante a sua responsabilidade político-social, mas também impulsiona o alarmante patarmar do saneamento  básico brasileiro.


  Outrossim, é indispensável entender os efeitos gerados pela insuficiência informacional da conjuntura cívica. O filósofo iluminista, Rousseau, afirma que o crescimento social está intrinsecamente ligado à autonomia do cidadão. Consoante a essa linha de pensamento, é indubitável que o baixo conhecimento cívico sobre a importância da edificação do sistema de esgoto agrava, ainda mais,  esse empecilho - visto que uma sociedade desprovida das informações necessárias falha ao cobrar as obrigações do Estado em elaborar políticas de saneamento básico. Ademais, a condição de inércia social frente a essa insalubridade é intensificada pelo seu  pouco índice de conhecimento e, consequentemente, essa deterioração possibilita a elevação de doenças, a exemplo, a diarreia e a leptospirose.


  Portanto, perante o supracitado, é mister combater tanto a insuficiência estatal, quanto a baixa informação cívica e - assim - vincular a realidade do sistema de saneamento básico brasileiro ao apresentado em "Super Shock". Para tanto, cabe ao Governo Federal, em virtude da sua responsabilidade enquanto órgão maior, por meio de artíficios legais, não somente ampliar, mas também descentralizar  a verba direcionada para as políticas de saneamento básico em suas varas estaduais e municipais, a fim de concretizar um tratamento de esgoto adequado. Além disso, é dever do Ministério da Saúde, por intermédio de  campanhas televisivas - instituir informações à massa populacional acerca da importância do saneamento e, através da retenção do conhecimento, o Estado será cobrado de maneira adequada.

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