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Saneamento básico no Brasil

                        A Peste Negra, foi uma epidemia que matou cerca de um terço da população europeia em meados do século XIX, devido ás péssimas condições sanitárias da época. Hodiernamente, de maneira análoga, a falta de saneamento básico no Brasil, fez com que doenças já erradicada reaparecesse no país. Resultado da ineficácia da Lei e sua aplicação, já que para governantes é um investimento sem prestigio social sendo praticamente invisível.


              Em primeiro plano, urge ressaltar que o saneamento básico é um direito assegurado pela Constituição Federal de 1988. De acordo com Aristóteles, no livro “Ética e Nicômaco”,a  política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado. Nesse sentido, rompe-se com tal lógica ao verificar que ,hoje,  municípios que deveriam garantir o abastecimento de água, tratamento de esgoto e limpeza urbana deixam de investir nesse setor, pois, é mais fácil mostrar monumentos na reeleição do que tubulações sob a calçada. Dessa forma, mesmo com todos os avanços científicos e tecnológicos atuais, raízes implantadas desde o século XIX perpetuam na sociedade atual.


            Nesse mesmo viés, outro ponto relevante nessa temática é o socioeconômico, já que segundo o estudo realizado pelo Instituto Trata Brasil em 2016 nos 100 maiores municípios do país, constatou que 90% dos esgotos em áreas irregulares não são coletados nem tratados. Ademais, os serviços de abastecimento de água não chegam nesses locais. O que chega vem de furto por meio de ligações clandestinas. Os impactos dessa situação são alarmantes: esgotos correndo a céu aberto, ligações ilegais na canalização que contaminam a água e lixo sendo jogado em locais inapropriados. Em decorrência disso, esses cenários contribuem tanto para a proliferação de doenças quanto para a desigualdade social.


               Portanto, fica evidente que é preciso melhorar urgentemente saneamento básico no país. Para tanto, é dever do  Governo Federal, junto aos governos estaduais,  um maior direcionamento de verba advinda de impostos, iniciando projetos de instalação de estações de tratamento de água e de redes de esgotos em regiões onde há a carência destas instâncias. Essa proposta tem por finalidade  atenuar a problemática que assola o país. Outrossim, o  Ministério da Saúde deve promover campanhas informativas sobre os malefícios da má higienização e do incorreto descarte de lixo e de detritos, a fim de propagar conhecimento e garantir subterfúgios para essa situação. Assim, o país poderá distanciar-se da realidade vivida pela Europa na Idade Média

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