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Saneamento básico no Brasil

Escrita pelo filósofo Thomas Morus, a obra "Utopia" define a sociedade ideal como lícita, coesa e equitativa. Distante desse ideal, o Brasil enfrenta problemas no saneamento básico, gerando prejuízos sociais. Além disso, a ausência de políticas, direcionadas à problemática, configura uma mancha à integridade da saúde pública.


 


Em primeira análise, cabe ressaltar que um dos princípios da Constituição Federal de 1988 é a dignidade humana. No entanto, segundo dados do Instituto Trata Brasil, cerca de 35 milhões de brasileiros permanecem sem água e esgoto tratados. Sendo assim, o déficit na disponibilização de serviços indispensáveis, pelo Governo, afeta a qualidade de vida e desenvolvimento de milhares de pessoas, o que caracteriza um Estado ignorantr aos seus cidadãos. Logo, a pintura expressionista "O Grito", de Edvard Munch, representa, em uma figura andrógena, as angústias sociais que, no Brasil, podem ser relacionadas à dificuldade do acesso, pela população, de estações de tratamento.


 


Nesse sentido, o cenário viabiliza a proliferação de doenças. Partindo desse pressuposto, os versos de Carlos Drummond de Andrade "tinha uma pedra no meio do caminho", permite uma correlação quanto à omissão da Administração Federativa frente à atual conjuntura sanitária, que materializa-se na principal barreira para transpor o impasse. Por conseguinte, pesquisas realizadas pelo Ministério da Saúde admitem que o país gastaria 29% a menos de capital, encaminhado à saúde, se investisse mais em medidas profiláticas como, principalmente, o saneamento básico. De acordo com o sociólogo Marx "cada geração cultiva em si os germes para própria deterioração"; analogamente, a pouquidade de aplicações capitais em tais infraestruturas atua como "germes" e a resultante supressão da saúde pública como "deterioração".Por isso, deve-se considerar as ameaças decorrentes do processo de naturalização do assunto


O panorama geral dos problemas do saneamento básico no Brasil, portanto, reflete a necessidade de implementação de medidas. Isto posto, cabe ao Governo Federal, o repasse de verbas para os Governos Estaduais e Municipais, por intermédio das prefeituras municipais, na construção de regiões para tratamento de água e esgoto, mediante profissionais e estudantes da área - selecionados via concursos públicos de cada local -, com objetivo de aumentar, gradativamente, o percentual das comunidades que possuem abastecimentos inerentes à vida em sociedade. Ademais, outra iniciativa plausível seria a atuação do Ministério da Saúde, na promoção de campanhas elucidativas, para as municipalidades governamentais, que vise a conscientização destes sobre a importância de fomentar o saneamento básico. Desse modo, poder-se-á criar um legado de que Thomas Morus pudesse se orgulhar.

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