ENTRAR NA PLATAFORMA
Saneamento básico no Brasil

As civilizações hidráulicas — Mesopotâmia e Egito Antigo — davam grande atenção a utilização de seus recursos hídricos: Rio Tigre e Eufrates e Rio Nilo. Isso se justifica pelo fato de dependerem deles para a produção agrícola e, portanto, para a alimentação de subsistência.


Contudo, milhares de anos após o esfacelamento dessas sociedades, o Brasil não tem o devido cuidado com questão de suas águas. A falta de saneamento básico no país é um problema alarmante que causa sérios problemas ambientais e de saúde pública.


Primeiramente, é preciso discorrer sobre os contratempos ambientais causados pela escassez de saneamento básico no Brasil. Segundo a Comissão de Serviços de Infraestrutura, 48% da população brasileira não tem coleta de esgoto. Consequentemente, grande parte do efluente das moradias é despejado em rios, lagos e mares. Dessa forma, a matéria orgânica desse dejeto — majoritariamente formada por urina, fezes e restos de alimentos — corroboram para o processo de eutrofização. Esse problema ambiental ocorre quando há alta quantidade de nutrientes na água e microrganismos de sua superfície, como as algas, multiplicam-se com alta intensidade. Logo, a passagem de luminosidade do Sol para o ecossistema é bloqueado, desequilibrando-o.


Além disso, a falta de saneamento básico provoca preocupantes problemas de saúde na população. Segundo Édison Carlos, presidente executivo do Instituto Trato Brasil, 35 milhões de brasileiros não têm água tratada. Por conseguinte, as chances dessa população contrair doenças como a amebíase e a diarréia são muito maiores, tendo vista que essas mazelas são contraídas ao consumir água contaminada com protozoário e elementos estranhos ao corpo, respectivamente. Portanto, o correto tratamento da água de consumo para os cidadãos se vê necessário.


Em suma, é possível notar, a partir do que foi dito, que a falta de saneamento básico no país é uma questão grave e merece ser contornada. Para que os problemas ambientais e as doenças relacionadas a esse cenário sejam atenuadas, a atuação do Estado é essencial. Assim, o Ministério do Meio Ambiente, órgão estatal que tem, dentre outras, a responsabilidade de lidar com a política dos recursos hídricos, em conjunto com o Ministério da Saúde, deve, por meio de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e licitações públicas com empresas de construção, edificar Estações de Tratamento de Água e Esgoto (ETAs e ETEs) nos municípios mais críticos no que tange esse tema. Somente assim, a sociedade brasileira irá aprender com o passado das civilizações hidráulicas sobre a estima dos recursos hídricos.

Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!
Message comes here!
Aguarde