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Rolezinho

No século XX, a África vivia sob um regime segragacional, o "aparthaid", que separava a parcela negra da parte branca da população. O preconceito vigente era tão grande que a ocupação de determinados ambientes era restrita a uma classe. Tal situação pode ser relacionada ao fenômeno social dos "rolezinhos" no Brasil. Esses encontros, efetuados em "shopping centers", colocam em evidência a existência de um preconceito, muitas vezes, implícito.
Não se pode negar que a população pobre busca reconhecimento e inclusão social. Na tentativa de afirmação, ela encontra no "funk ostentação" uma maneira de expor uma identidade, antes pertencente à classe alta, com seus carros, roupas e casas luxuosas. A ostentação representada nas letras e clipes musicais passou a influenciar os hábitos das pessoas de baixa renda. Assim, os "shopping centers" passaram a receber esse contingente populacional, como um local de encontro entre o público e os artistas do funk.
Todo esse processo gerou a indignação dos mais ricos e de donos de shoppings. Estes ficaram insatisfeitos em ter que dividir seu ambiente com a população marginalizada. Isso demonstra como certos locais ainda são restritos a determinada classe, tal qual ocorria na África. Entretanto, essa separação era velada por um sentimento de que no Brasil, por ser multicultural e heterogêneo, não havia distinção de classes.
Levando-se em consideração esses aspectos, nota-se que os "rolezinhos" representam a materialização de um processo de emponderamento dos mais pobres e sua tentativa de se igualar à classe alta. Contudo, verifica-se a necessidade de uma ação conjunta no intuito de trazer benefícios para ambas as classes. Desse modo, empresários e donos de "shoppings"devem respeitar o direito de ir e vir da população, seja ela rica ou pobre. As escolas devem estimular o convívio social e a mídia cultural os valores pessoais, não os materiais.
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