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Retrospectiva - Tema de Redação ENEM (2015): A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Nota-se, com frequência, o avanço dos direitos das mulheres na sociedade. No entanto, há um ataque direto a esses mesmos direitos, pois a cultura do machismo está em alta, o número de casos de violência contra a mulher aumenta e a desigualdade de gênero, oculta, ainda permanece.


No cotidiano, não é muito raro ouvir comentários pejorativos inferiorizando as mulheres. O Androcentrismo, ideologia patriarcal que trata a superioridade do homem ao sexo feminino, ou machismo, é, ainda, considerado por muitos como válido. Em contrapartida, o feminismo, que é a busca por direitos iguais para mulheres, veio com o intuito de desenraizar esse pensamento, com a busca por políticas públicas eficazes que pudessem auxiliar as mulheres a atingir o mesmo patamar em que o homem é visto na sociedade.


Ademais, a violência sofrida por muitas, antes eram casos esquecidos e tratados como "comuns". Entretanto, a lei Maria da Penha, de 2006, se instaurou para que esses fatos fossem tratados com maior rigor, a fim de não só punir, como conscientizar os homens que a partir daquele momento, oficialmente, seria crime as agressões de qualquer natureza. Todavia, devido a um Sistema Legislativo e Educacional ineficazes – penas brandas, fianças acessíveis e a falta de abordagem nas escolas sobre o tema –, torna-se subterfúgios para a continuação dos atos transgressores.


Além disso, a desigualdade de gênero é notória, mesmo que disfarçada na sociedade. Na denominada desigualdade salarial de gênero, muitas mulheres recebem menores salários e são desvalorizadas apenas por serem do sexo feminino, mesmo tendo capacidade de mão-de-obra e desempenho no trabalho. Desse modo, a violência e o preconceito, em suas diversas máscaras sociais, podem ser observados que ainda têm muitos adeptos.


Convém, portanto, que medidas são necessárias para combater o impasse. Para isso, o Governo Federal, em parceria com a Mídia e Sistema Judiciário, deve criar o programa "Brasil sem Violência Doméstica" como extensão à lei Maria da Penha que, por meio de palestras, brincadeiras lúdicas, simpósios e "workshops", em escolas, praças, empresas e universidades, para a sociedade em geral, mostrará a necessidade de se respeitar as mulheres e a importância dessa figura na sociedade, permitindo entender que as relações de gênero são iguais e não de subversão. Dessa forma, observada essas ações em conjunto, se construirá uma sociedade justa e igualitária, com respeito à mulher e distante da violência, com dignidade e respeito.

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