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Retrospectiva - Tema de Redação ENEM (2014): Publicidade infantil em questão no Brasil

 No ano de 1992, no Brasil, uma campanha publicitária voltada para o público infantil gerou polêmica: com uma tesoura da marca Mundial na mão, crianças repetiam incansavelmente a frase "eu tenho, você não tem" em tom de provocação. Apesar de ter sido impedida de veicular, a propaganda levantou debates acerca dos limites da publicidade infantil. Nesse sentido, dois aspectos são relevantes: o abuso da vulnerabilidade intelectual dos infantes e a segregação socioeconômica estimulada por essa prática
 Inicialmente, é preciso destacar que a deficiência de julgamento presente em crianças de até 12 anos impede que elas tenham noção dos perigos do consumo descontrolado. Isso abre espaço para que grandes marcas abusem dessa vulnerabilidade por meio de estratégias publicitárias como o storytelling, que busca aproximar o produto da realidade do consumidor e fazê-lo parecer necessário. Dessa forma, observa-se o estímulo a padrões de consumo abusivos, que podem levar a problemas como obesidade infantil, por exemplo. 
 Ademais, de acordo com o que defendeu o filósofo Karl Marx em sua teoria, denominada Fetichismo da Mercadoria, os bens de consumo adquirem uma valorização além daquela que lhes é intrínseca. Sob essa perspectiva, crianças que não têm acesso a produtos massificados no meio infantil estão sujeitas à segregação socioeconômica. Consequentemente, sentem-se excluídas e frustradas, o que pode prejudicar seus desenvolvimento psicológico e relações sociais.
 Atesta-se, portanto, a necessidade de uma ação conjunta entre o setor midiático e os órgãos governamentais. Em primeiro lugar, os grandes canais de comunicação e publicidade, a exemplo do Grupo Globo, devem se recusar a exibir propragandas voltadas para o público infantil que, comprovadamente, abusam da falta de instrução infantil no que tange ao consumo, como o uso de personagens famosos ou linguagem infantojuvenil. Isso deve ser feito por meio da inclusão de cláusulas contratuais que permitam a proibição de comerciais com teor impróprio. Dessa forma, preserva-se a inocência e a saúde -mental e física- dos futuros cidadãos brasileiros. 

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