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Retrospectiva - Tema de Redação ENEM (2009): O indivíduo frente à ética nacional

    A Constituição Federal de 1988 afirma que é dever do Estado garantir a todos os cidadãos o direito a bem-estar. Entretanto, muitas vezes essa lei não é posta em prática, devido à inação e hipocrisia governamental em lidar com a antiética politica, somado a banalização da corrupção por parte dos indivíduos.


    Em primeira instância, é fulcral salientar que o sociólogo Émile Durkheim em seus inúmeros estudos, afirma que o poder público se responsabiliza por questões que envolvam o bem-estar social. Contudo, a perspectiva do estudioso se manteve em plano teórico, em vista do descaso governamental em viabilizar investimentos aptos a realizar a extinção de atitudes corruptas por parte do mesmo-o que torna a problemática ainda mais complicada já que o causador do problema deve também resolvê-lo. Sendo assim, é correto afirmar que esse comportamento hipócrita por parte do Estado é uma das causas desse problema.


    Ademais, é perceptível que a corrupção existe desde outras épocas. Dessa forma, pode-se perceber que o comportamento corrupto foi-e ainda é-transmitido por gerações, o que evidencia a banalidade da corrupção. Assim, a filósofa Hanna Arendt, em sua teoria “banalidade do mal” defende que determinado comportamento se torna comum e passa a ser realizado inconscientemente quando os indivíduos normalizam tal situação, o que pode ser comparado com a normalização da corrupção pela sociedade.


    Portanto, cabe ao Ministério Público-órgão responsável por garantir que todos se comportem de acordo com a legislação-criar um plano de incentivo a “desbanalização” da corrupção, por meio da associação de entidades federais, para que a corrupção deixe de ser algo comum para a sociedade. Assim, assegurando aos cidadãos os direitos previstos na Constituição Federal.

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