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Retrospectiva - Tema de Redação ENEM (2015): A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

        Em seu livro “O conto da aia”, a escritora Margaret Atwood expõe a violência presente no cotidiano das mulheres dentro de uma sociedade teocrática e conservadora. Embora seja uma ficção, muitas situações relatadas no livro são de carácter verídico, visto que a violência física e psicológica é uma realidade na vida das mulheres brasileiras. Sob tal ótica, a negligência governamental e os elementos culturais corroboram com a problemática. Diante disso, faz-se necessária a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento do corpo social.


           A princípio, é possível observar a inércia do Estado perante a persistência da violência contra a mulher. Nesse ínterim, há uma ausência de políticas pública que assistam às vítimas, tanto no meio jurídico, quanto no pessoal. Por isso, mulheres estão sujeitas às condições instáveis e, muitas vezes, não realizam denúncias contra seus agressores. Logo, o sociólogo Bauman disserta em seu conceito de “instituição zumbi”, o fato de o Governo não exercer seu devido papel – garantir o bem-estar dos indivíduos. Dessa forma, faz-se mister a reformulação da postura governamental.


          Frente a isso, vê-se a postura dos brasileiros diante do problema. Nessa perspectiva, é visto que a sociedade- conservadora- cultiva princípios machistas passados por gerações e, com isso, viabiliza-se a ocorrência da violência contra a mulher e a prática da cultura do silêncio. Tal realidade se aplica ao que o filósofo Nietzsche propôs em sua “moral do rebanho”, que consiste na submissão dos humanos aos valores dominantes da civilização. Dessa maneira, a resolução do impasse é prorrogada devido ao machismo imposto no país.


           Em suma, medidas factíveis são necessárias para a diminuição dos índices de violência contra a mulher. Portanto, com o objetivo de proteger as vítimas e pôr fim no medo de realizar a denúncia, urge que os ministérios do Direitos Humanos e da Justiça possibilitem o apoio jurídico e psicológico, por meio da construção de projetos que reúnam esses âmbitos e que atuem em locais segregados. Além disso, com o intuito de informar a sociedade sobre o machismo e os pensamentos antiquados, faz-se necessário que os meios midiáticos mostrem debates acerca do assunto, por intermédio de campanhas na televisão e nas redes sociais. Assim, será possível mudar a realidade da distopia de Atwood.

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