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Retrospectiva - Tema de Redação ENEM (2015): A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Segundo o filósofo francês Jean Paul Sartre, qualquer forma de violência é uma derrota. Diante de tal pensamento, é possível perceber que a sociedade brasileira mostra-se decadente na questão da continuidade da violência contra mulher nos dias atuais. O Brasil, considerado o 5º país que mais mata mulheres, revela-se ainda distante de reverter tal conjuntura, visto que a visão machista de sua população e suas formas ineficazes de punição tornam a problemática tendente à permanência.


A priori, o corpo social brasileiro é dotado de pensamentos arcaicos sobre o papel da mulher na sociedade. Isso porque sua maioria segue padrões patriarcais de família, o qual coloca a mulher como inferior e posse de seu parceiro. Com isso, o agressor, dotado de convicções machistas, comete abusos como pressão psicológica, agressões físicas e, em muitos casos, cárcere privado. Com isso, a vítima torna-se dependente das decisões do agressor e não se vê capaz de mudar sua realidade por falta de condições emocionais ou até financeiras, visto que 1 em cada 4 mulheres vítimas de violência doméstica dependem da renda de seu cônjuge para sobreviver, segundo o Ministério Público de São Paulo. Logo, muitas vítimas permanecem sob violência.


Ademais, a proteção do Estado a quem denuncia é ineficaz, o que corrobora com a continuidade das agressões . Tal fato ocorre devido a falta de fiscalização de medidas protetivas, além de prisões breves que não solucionam o problema. Com isso, o agressor retorna ao ciclo de convivência da vítima, a persegue com ameaças e,em muitos casos, comete assassinato. O que faz o Brasil estar 74% superior à média mundial de morte de mulheres, segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes.


Logo, medidas são necessárias para interromper tal resistência. Portanto, é interessante que o Ministério da Cultura, em parceria com ativistas feministas, busque, por meio de palestras em escolas, ONG'S e campanhas nas redes sociais, mostrar a importância da valorização e proteção da figura feminina tanto no âmbito doméstico, quanto no social para incentivar vítimas a buscarem ajuda e conscientizar a quem perpetua ações que inferiorizem o papel da mulher. É imprescindível, também, que o Ministério Legislativo aplique punições efetivas àqueles que violentam mulheres por meio de alterações nas leis de forma que os agressores permaneçam privados de liberdade, além de uma fiscalização das medidas protetivas para que haja correta proteção à vítima. Assim, o Brasil poderá interromper a continuidade da violência contra a mulher e sua sociedade vencer tal cenário.

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