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Retrospectiva - Tema de Redação ENEM (2015): A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira
Cenas reais
A telenovela "O Outro Lado do Paraíso" conta a história da personagem Clara, uma moça ingênua e romântica. A trama é marcada por cenas de violência sofrida pela protagonista, em que seu marido, Gael, é o principal agressor. Para além das telas, o cenário ocorre analogamente com várias mulheres, em que a persistência da violência contra elas na sociedade brasileira é uma situação constante, pois as leis são brandas e, em muitos casos, os agressores saem impunes. Além disso, fatores culturais perpetuam para esse desfecho.
Em primeira análise, o baixo exercício das leis e a lentidão burocrática dos processos contra os agressores corroboram com a permanência em discussão. Isso ocorre porque, no país, os processos demoram e as medidas repressivas acabam não sendo tomadas no tempo hábil. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, entre 2006 e 2011, cerca de 33% dos processos foram julgados. Diante disso, o crime continua ocorrer, pois, por percebera a ineficiência desse sistema, o violentador continua agredindo a mulher e não é punido. Nesse ínterim, agressões físicas e psicológicas são as principais formas de violência que esse público recebe.
Além do mais, a questão cultural contribui para a persistência desse problema. Isso acontece porque, ainda no século XXI, a sociedade sustenta uma espécie de determinismo biológico em relação às mulheres. Esse pensamento é pautado na inferioridade da mulher em relação ao homem, uma vez que esse se subjuga superior a essa. Dessa forma, atos violentos são naturalizados, pois parte de uma premissa da construção social.
Evidencia-se, portanto, que questões legais e culturais colaboram para a problemática. Nesse contexto, para ter uma efetividade legal, é necessário que o Governo Federal, em parceria com a Secretaria de Segurança Pública, reforce o atendimento as vítimas, contratando mais funcionários para o sistema judiciário e criando mais delegacias especializadas, assim como reforçar o sistema de julgamento e andamento dos processos. Isso deve diminuir os números de agressores. Somando-se a isso, as secretarias estaduais e municipais devem, por meio de projetos educativos e palestras nas escolas, educar crianças e adolescente quanto a igualdade de gêneros, para que esses desenvolvam uma postura ética quanto ao tema. Dessa forma, o Brasil deve superar esse contratempo.
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