ENTRAR NA PLATAFORMA
Retrospectiva - Tema de Redação ENEM (2014): Publicidade infantil em questão no Brasil
Desde a Revolução Industrial, que iniciou na Inglaterra no século XVIII, valores sobre oferta e procura vêm sendo introduzidos, moldando o capitalismo. Dentre essas necessidades, surgiu a publicidade, arma principal capaz de influenciar o "querer" dos telespectadores. Porém a situação se torna crítica quando a "arma" é voltada às crianças, no Brasil, a publicidade infantil é um tema que precisa ser urgentemente discutido.
De acordo com o filósofo alemão do século XIX, Karl Marx, desde a mecanização de produtos e ideias é construído o estereótipo de que a felicidade só seria obtida a partir da compra de produtos. Logo, a questão atual no Brasil não é diferente, pode-se observar nas escolas, quando uma marca usa o telemarketing para anunciar algum brinquedo associado aos ídolos dos pequenos, vira "febre" na escola ao ponto de todas as crianças pedirem aos seus pais somente aquele brinquedo e quem não possuir, pode ser alvo de piadas e até mesmo excluído de seus círculos sociais. Dando continuidade a célebre frase de Pitágoras: "Eduque as crianças e não será necessário castigar os homens.", os conceitos introduzidos na mente da criança moldam o seu caráter no futuro, e nessa atual ilusão imposta pela mídia em relação as crianças, tende a criar adultos impulsivos e alienados.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em um gráfico de 2013, o Brasil não possui leis nacionais quanto a publicidade as crianças, o setor cria normas e faz acordos com o governo, enquanto em países como o Reino Unido, é proibido o uso de personagens de desenhos em anúncios alimentícios infantis, a fim de evita o estímulo à obesidade. No Brasil, por exemplo, a famosa rede de fast-food, McDonald's, estava oferecendo brindes do Snoopy, um desenho infantil que recentemente estava na bilheteria dos cinemas, ou seja, logo as crianças estavam loucas por adquirir a coleção, porém com uma condição, apenas se antes comprar um lanche altamente calórico. Desse modo, cria-se um ato impulsivo na compra de certos alimentos simplesmente por estarem vinculados a uma personagem, uma celebridade ou uma trilha sonora, contribuindo aos índices de obesidade infantil.
Em suma, é evidente a necessidade mudanças urgentes em questão da publicidade infantil. Assim, cabe ao Governo promover reuniões no Parlamento a fim de regular o horário em que as propagandas serão transmitidas, junto com a proibição de famosos e personagens estarem vinculados a esse público-alvo, destacando maior urgência ao setor alimentício. Desse modo, é evidente a contribuição da mídia, "filtrando" os horários e não associar mais os desenhos animados como "isca" às crianças. Da mesma maneira, as ONGs são essenciais promovendo campanhas e divulgando a situação da necessidade de mudanças. Assim, será possível diminuir a ilusão do consumismo e oferecer um ambiente mais saudável e melhores ideais às crianças que futuramente cuidarão do país.
Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!
Message comes here!
Aguarde