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Retrospectiva - Tema de Redação ENEM (2009): O indivíduo frente à ética nacional

De acordo com Rousseau: “o homem nasce bom e a sociedade o corrompe”. Essas poucas palavras condicionam a forma como a sociedade influencia os seus participantes. Sendo assim, a convivência comportamental antiética afasta o indivíduo de preceitos morais preestabelecidos em qualquer comunidade. Isso tudo pode ser colocado no fator político, haja vista que em uma sociedade onde há corrupção a tendência é que todos se mantenham também.
Mormente, “o jeitinho brasileiro” é um grande exemplo de expressão que representa a desonestidade cultural no Brasil, uma vez que situações como “colar” em provas ou “furar” filas, por exemplo, em busca de vantagens pessoais, são tratados como normais e aceitáveis no ambiente social em que o indivíduo está inserido. Nesse contexto, não existe receio em quebrar os preceitos éticos, sobre os quais o cidadão tem conhecimento, para que seus objetivos sejam concretizados e, diante disso, cria-se um ciclo de corrupção que alcançam vários níveis sociais, evoluindo até os poderes legislativo, executivo e judiciário nacional.
Ademais, um outro fator importante em decorrência dessa problemática é a falta de comprometimento do indivíduo em agir em situações que ferem a ética no cotidiano. Por isso que, como mencionado, o “jeitinho brasileiro” ganha um aspecto banal ao se relacionar com ações antiéticas. Com isso, os atos corruptos que diariamente passam em noticiários na televisão ou internet não são vistos com grande estranheza, mas sim esperteza por quem os pratica. Devido a isso, de acordo com dados do IPC (Índice de Percepção da Corrupção) – principal indicador de corrupção no mundo -, o Brasil encontra-se na posição 106º lugar de 180 países, mostrando assim a problemática de ética e política que o país enfrenta.
Portanto, a ética nacional, na formação moral do cidadão, é uma problemática que deve ser mitigada. Para tanto, as escolas devem colocar em suas grades curriculares a disciplina de “ética e cidadania” desde o ensino básico e médio para que as próximas gerações já tenham uma maior consciência dos preceitos éticos e morais que devem nortear a sociedade brasileira. Por isso que palestras com especialistas no assunto, oficinas e seminários devem ser indispensáveis para esta construção. Além disso, o Poder Judiciário deve julgar os casos de corrupção, principalmente aqueles associados ao governo, para que possa reduzir os índices de ações antiéticas nas quais afetam a vida dos brasileiros, diariamente. Feito isso, o Brasil subirá no ranking IPC.

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