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Retorno das doenças erradicadas

       O sociólogo Zygmunt Bauman afirma que algumas instituições, na era pós-moderna, configuram-se como “zumbis”. Dentro dessa lógica, tais instituições perderam suas respectivas funções sociais, porém, tentam manter-se a qualquer custo. De maneira análoga, é possível observar que o Ministério da Saúde acaba por falhar perante a saúde pública uma vez que é incapaz de evitar o ressurgimento de doenças já erradicadas. Nesse sentido, deve-se analisar como a negligência estatal e a deslegitimação das vacinas pela sociedade contribuem para o retorno de mazelas já controladas.


       Em primeiro plano, é inquestionável que a indiligência estatal com a saúde pública brasileira colabora para o aumento de casos de doenças já erradicadas. Conforme a Constituição Federal de 1988, o acesso à saúde de qualidade é um direito de todos os brasileiros, porém, a realidade brasileira demonstra uma incapacidade governamental em assegurar esse direito. Sob essa análise, as condições precárias dos postos de saúde brasileiros exemplificam essa incapacidade, pois, esses postos não têm recursos, como vacinas e profissionais de saúde, para atender a população e, consequentemente, o povo brasileiro fica exposto a diversas doenças já erradicadas como varíola, sarampo, rubéola, entre outras. Assim, pode-se afirmar que a improficiência do Estado contribui para perpetuar a problemática profilática brasileira.


      Além disso, vale ressaltar como o descrédito da ciência pela sociedade dificulta as ações preventivas já existentes. Durante o governo de Rodrigues Alves, no século XIX, eclodiu uma revolta popular contra a vacinação obrigatória imposta a fim de prevenir a varíola, doença que assolava a sociedade naquela época. Transpassado o contexto histórico, o movimento antivacina contemporâneo se assemelha a essa revolta, pois, os adeptos a esse movimento recusam a necessidade das vacinas para o bem estar social, partindo da premissa de que a vacinação faz mal. Entretanto, não há nenhuma prova de que a vacina faça mal à saúde, o que torna esse movimento inválido e perigoso, uma vez que os casos de doenças que podem ser prevenidas vêm crescendo cada vez mais, o que ameaça a segurança de todos os brasileiros. Assim, é necessário que o povo brasileiro estimule seu pensamento crítico, de forma a reconhecer a importância das vacinas, uma vez que essas são essenciais no controle de doenças.


      Em suma, faz-se necessária a ação do Estado e dos indivíduos brasileiros a fim de evitar o ressurgimento de doenças em território nacional. Para tal, o Governo brasileiro, personificado no Ministério da Saúde - órgão responsável pela gestão do SUS (Sistema Unificado de Saúde) - deve proporcionar um maior contingente de verbas às instituições públicas de saúde, de forma que essas possam adquirir vacinas, remédios e novos equipamentos, além de construir novos postos de vacinação, para que o sistema público seja capaz de atender a toda população brasileira. Ademais, cabe à população policiar-se em relação as suas crenças, pois essas prejudicam a segurança de outras pessoas, uma vez que impedem o acesso dessas a saúde. Espera-se com isso, que o Ministério da Saúde não seja mais uma instituição “zumbi” e, que o bem estar nacional não seja ameaçado pelo retorno de enfermidades já controladas.

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