O CUPOM VOUPASSAR35 É VÁLIDO POR: dias horas minutos segundos

Retorno das doenças erradicadas

A Constituição Federal de 1988 assegura o direito à saúde a todos os cidadãos como preceito inviolável e obrigatório. No entanto, sabe-se que, hodiernamente, tal premissa democrática não é totalmente efetivada, uma vez que, doenças como sarampo e rubéola, consideradas erradicadas, voltam a atormentar a sociedade brasileira, prejudicando não só a saúde da população, mas também o sistema de saúde. Nesse contexto, percebe-se que o retorno dessas doenças persiste intrínseco na realidade brasileira tanto pela pouca disseminação informacional quanto pela negligência de medidas preventivas.


Em primeira análise, cabe ressaltar que o desconhecimento, sobre vacinação principalmente, é um fator determinante da problemática. De maneira análoga, em 1904 houve a Revolta da Vacina, que foi um movimento contra a vacinação obrigatória anti-varíola – lei idealizada pelo sanitarista Oswaldo Cruz e aprovada pelo Congresso – que ocorreu na cidade do Rio de Janeiro. Nesse sentido, é evidente que os protestantes não possuíam entendimento da importância da vacina e dos impactos que o ato realizado por eles trariam a sociedade, como a propagação de movimentos antivacina. Dessa forma, é perceptível a relevância da informação para combater movimentos como os já supracitados e, consequentemente, a volta de doenças já eliminadas.


Ademais, é imperativo pontuar que a negligência de medidas preventivas intensifica a gravidade deste cenário preocupante. A exemplo disso, a dengue, doença presente no Brasil desde o século XIX, foi exterminada do país após uma campanha que visava sua erradicação, entretanto, anos depois voltou a infestar o Brasil. Dessa maneira, é notório que, além da falta de conscientização, a precariedade no saneamento básico – que propicia a procriação de vírus e bactérias – agrava tal circunstância.


Desse modo, faz-se mister a ação estatal para conter o retorno de doenças erradicadas. Logo, cabe ao Ministério da Saúde, juntamente ao Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, promoverem a intensificação de campanhas informativas sobre vacinação. Isso deve acontecer em instituições de ensino e em veículos de informação em massa, como TV, rádio e internet, a fim de mostrar sua importância ao maior número de pessoas possíveis, além de acabar com suposições errôneas sobre tal. Outrossim, é importante que os mesmos, por intermédio  de fiscalizações periódicas e tratamentos de locais propícios a proliferação de doenças infecciosas, promovam melhores condições de saneamento básico. Assim, o Brasil poderá concretizar o direito constitucional de saúde para todos e evitar movimentos como o da Revolta da Vacina.

Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!