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Retorno das doenças erradicadas

 


     Segundo o artigo 196 da Constituição Federal de 1988, é dever do Estado criar mecanismos que garantam à população o acesso à saúde de qualidade. Contudo, ao analisar o cenário hodierno brasileiro, entende-se que essa premissa é intensamente contrariada, haja vista a dificuldade em conter o reaparecimento de doenças erradicadas. Destarte, é imperioso discutir tal contexto de acordo com a ascensão do movimento anti-vacina, bem como considerar o papel governamental nesse processo.


       A priori, vale salientar que a crescente adesão das pessoas ao movimento de resistência à política de vacinação é responsável por potencializar a conjuntura supracitada. Isso porque, ao não entenderem como funciona o mecanismo da vacinação, muitos indivíduos acreditam nos discursos falaciosos que afirmam a ineficácia e possíveis danos promovidos pelas vacinas. Como consequência, observa-se uma considerável dificuldade em controlar o ressurgimento de patologias, como ocorreu em meados do século XIX com a Revolta da Vacina, mobilização popular contra as medidas sanitaristas do médico Oswald Cruz.  Logo, é substancial o combate dessa mentalidade, uma vez que vai de encontro à possibilidade de contenção das doenças.     


       Em segundo plano, é coerente pontuar que a negligência das autoridades públicas mostra-se como um entrave para a superação da problemática. Esse panorama pode ser evidenciado ao considerar a pouca credibilidade dada ao âmbito da medicina preventiva, especialidade médica dedicada a evitar a instalação de doenças. Do contrário, são notórias lacunas nas políticas de vacinação, caracterizadas por serem pouco periódicas e objetivas, fatores que favorecem o crescimento de ideias análogas às da Revolta da Vacina e, por sua vez, dificultam o controle do reaparecimento de algumas doenças. Assim, é necessária a alteração dessas condutas a fim de evitar uma maior instação do quadro vigente. 


  Urge, portanto, a tomada de medidas que viabilizem a atenuação do impasse, de modo a materializar uma realidade menos vulnerável  ao ressurgimento de patologias. Para tato, cabe ao Ministério da Saúde, órgão incumbido de promover o bem-estar de todos os indivíduos,  estimular as campanhas de vacinação, através da propagação, nas redes sociais, de cartilhas capazes de esclarecer à população a importância das vacinas, além de explicar, de forma didática, como elas agem no organismo humano. Espera-se, com isso, impedir a disseminação de ideias contrárias à vacinação e estimular a mitigação das doenças reemergentes.

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