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Retorno das doenças erradicadas

A Revolta da Vacina foi um movimento popular contra a vacinação compulsória, a qual ocorreu no início do século XX no Rio de Janeiro. Entrementes, a população, fomentada pelas falsas informações, rejeitou a vacina contra a varíola, alegando que essa causaria distúrbios mentais. Paralelamente, nos dias atuais, decorre movimentos anti-vacina semelhantes àquele citado e que, também, tem como principal causa a carência de informações e políticas de saneamento, o que fomenta o retorno de doenças até então eliminadas. Assim, hão de ser analisados os entraves que agravam tal quadro, para que possam ser liquidados de modo eficaz.


A princípio, no quadro atual as epidemias são suscitadas pela ausência de políticas de conscientização. Ademais, o Ministério da Saúde aponta que 42% da população nega a vacina disponibilizada pelo governo e 37% dessa ainda se baseia em informações da internet. Consoante a isso, os desafios da vacinação estão ligados, de forma intrínseca, à participação da sociedade no combate às epidemias no Brasil. Porquanto, como evidenciado na Revolta da Vacina, é imperioso informar os cidadãos do problema enfrentado, para que haja colaboração entre Estado e o cidadão no controle vacinal. Dessa forma, é notório o papel da população para a erradicação dessas doenças.


Vale ressaltar, por fim, os fatores de saneamento que potencializam o imbróglio. Nesse âmbito, a Constituição de 1988 afirma que todo cidadão tem direito de ter uma moradia com saneamento básico, entretanto, segundo dados do Ministério da Saúde, esse direito não é garantido à mais de 50% dos brasileiros. Sob essa perspectiva, a falta de saneamento básico atrai a proliferação de diversos agentes patogênicos, como insetos e roedores - o que acarreta o surgimento de surtos e epidemias em território brasileiro. Enfim, reverbera-se que não há ocorrência de políticas públicas suficientes que forneçam os direitos dos cidadãos.


Portanto, é factual que o aparecimento de doenças no Brasil está relacionado às informações infundadas e à insuficiência de políticas públicas. Em suma, é fulcral uma ação do Estado para atenuar tal problemática. Em vista disso, é mister que o Ministério de Educação (MEC) crie, através de verbas governamentais e da participação das escolas, palestras e minicursos no âmbito escolar - além de campanhas publicitárias incentivadas pela mídia. Com o fito de instruir a sociedade a combater as doenças proferidas pela carência de cuidados com o saneamento e que possuem vacinas disponíveis. Quiçá, assim, observa-se-á uma sociedade mais consciente do seu passado e não repita o episódio da Revolta da Vacina.

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