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Retorno das doenças erradicadas

No contexto da República Velha, no século XX, devido às más condições sanitárias da época, houve um surto de varíola no Brasil, o que motivou o governo vigente a criar campanhas de vacinação forçada, gerando a famosa "Revolta da Vacina". Embora date de décadas atrás, a questão da saúde pública, em pleno século XXI, sugere as mesmas conotações da época: surtos de doenças contagiosas. No entanto, a desinformação e a negligência governamental dificultam a resolução do impasse.


Em primeira análise, é indubitável que as pesquisas relacionadas à saúde pública mundial encontram-se em um momento de progresso. A esse respeito, percebe-se que, após a Terceira Revolução Industrial, houve um intenso desenvolvimento da medicina preventiva, bem como a ampliação dos métodos de imunização e tratamentos patológicos, o que resultou em uma melhora sem precedentes na qualidade de vida da população. Todavia, com a democratização do acesso à internet, os debates virtuais estão cada vez mais acessíveis a todo tipo de pessoa, o que tem possibilitado o surgimento de movimentos que, através de notícias falsas, propagam uma ideia errônea sobre as consequências da vacinação, o que tem diminuído o índice de imunização e, consequentemente, causado o reaparecimento de doenças erradicadas.


Concomitantemente a isso, a Constituição Federal de 1988 garante a todos o direito à saúde e ao bem-estar social. Contudo, evidencia-se que, no Brasil, os baixos investimentos governamentais em saúde pública e saneamento básico tem provocado a ocorrência de surtos de diversas doenças, excepcionalmente nas cidades periféricas, as quais as condições de higiene são demasiadamente precárias. Desse modo, enquanto o Estado não se posicionar a fim de resolver o problema, os brasileiros continuarão sofrendo as consequências nocivas da má gestão dos recursos públicos destinados à saúde populacional.


Diante disso, fica claro que o retorno de doenças erradicadas é um problema a ser combatido. É mister, portanto, que o Governo Federal, através do Ministério da Saúde, incentive a publicação de campanhas publicitárias que trabalhem os benefícios e importância da manutenção da vacinação pública, por meio das mídias televisivas e digitais, a fim de garantir que a população esteja informada e livre das "Fake News", o que servirá para amenizar os danos causados pelas doenças e evitar que elas se propaguem epidemicamente. Além disso, cabe aos Governos Estaduais investirem na infraestrutura das cidades, bem como no saneamento básico e tratamento de água. Dessa forma, haverá uma ampla melhora na qualidade de vida geral.

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