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Relação entre competitividade e qualidade de vida

                     Em sua obra “A Sociedade do Cansaço”, o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han declara que a contemporaneidade é marcada por um excesso de busca pelo alto desempenho, o que culmina em diversas doenças. Dessa forma, compreende-se que, embora a competitividade possa ser positiva no sentido de se obter alta produtividade, ela pode ser maléfica para o bem-estar. Assim, é preciso se discutir acerca das origens e dos problemas oriundos de um comportamento competitivo.
                     De acordo com o pensamento do historiador Eric Hobbsbawn, a ascensão do capitalismo a partir da primeira Revolução Industrial contribuiu para uma nova mentalidade dos indivíduos. Diante disso, observa-se como o modo de produção da sociedade exerce forte influência sobre como os trabalhadores se comportam. Assim, compreende-se que o capitalismo tem estimulado desde o início da Era Moderna a competitividade, em vista de se produzir cada vez mais riquezas.


                     Ademais, a série “The Politician”, da “Netflix”, na qual o protagonista Payton Hobart busca insaciavelmente o poder, sem se importar com as pessoas a sua volta, ilustra como um comportamento competitivo pode se tornar prejudicial a vida em sociedade. Nesse sentido, hodiernamente, a competitividade, embora seja estimulada pelo sistema, torna inaptas pessoas a conviverem de forma saudável em seus ambientes de trabalho. Além disso, o excesso de autocobrança, fruto de um agir competitivo, pode originar patologias como a Síndrome de Burnout ou a Anorexia.


                     Portanto, dado o exposto, compreende-se a necessidade de se estimular os indivíduos a não se comportarem de forma competitiva ao ponto de se afetar o seu bem-estar.  Dessa forma, cabe ao Ministério da Saúde, por meio de um programa voltado a saúde mental, a contratação de produtores de conteúdo virtual, como “youtubers”, pois possuem alto poder de influência entre os jovens, que debatam e discutam acerca dos malefícios da competitividade com profissionais da saúde, para que se estimule um comportamento menos competitivo entre os cidadãos. Assim, estimular-se-á o desenvolvimento de uma sociedade mais saudável psicologicamente.

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