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Reforma do Ensino Médio

Na primeira constituição americana em 1787, a participação política excluía os negros, índios e mulheres. Já na primeira constituição brasileira em 1823, para participar da esfera política era preciso ter renda anual de 150 alqueires de mandioca, o que excluía grande parte dos homens, escravos e índios da vida política. No ano de 2017, o presidente do Brasil Michel Temer sancionou a nova reforma do ensino médio colocada como medida provisória, que tem como característica, um caráter de urgência de aprovação e a não participação popular, tendo em vista, que a sua aprovação vai alterar o futuro e a realidade de toda a sociedade do país.

De início, uma das medidas da atual reforma é a retirada das disciplinas de história, sociologia e filosofia como obrigatórias da grade curricular. Mas de que maneira isso irá prejudicar os jovens? A história ensina as raízes dos atuais problemas vigentes. A filosofia e sociologia ensina os jovens a serem pessoas críticas; curiosas; a questionar e se indignar. E dessa maneira, assim como os senhores dos escravos na época do Brasil colônia evitavam que os escravos que falavam a mesma língua tivessem algum contato pelo receio de revoluções, os atuais políticos que estão no congresso querem tornar os cidadãos completamente alienados, sem capacidade crítica de exigir melhorias; aceitando indubitavelmente sem protestos, qualquer mudança que poderão sofrer.

Da mesma forma, outro ponto é que, ao ingressarem no ensino médio os jovens deveram escolher apenas uma área - chamadas de itinerários administrativos- para estudar. Contudo, incontestavelmente, adolescentes com 13 e 14 anos não possuem maturidade suficiente para escolherem o futuro de suas vidas. E não irão ter acesso às outras áreas de conhecimento, nas quais são de extrema importância, visto que, há cursos superiores que exigem o conhecimento de mais de uma área como base, como por exemplo, engenharia bioquímica e muitos outros.

Além disso, a nova reforma vai oferecer a possibilidade de formação em um ensino técnico. Entretanto, o Brasil não oferece estrutura de proporcionar oportunidades de emprego diante da grande demanda que irá existir. Ademais, muitos jovens vão se contentar com o salário mínimo, e não irão ser incentivados a entrar em um ensino superior, sendo privados da oportunidade de crescer intelectualmente e proporcionar desenvolvimento para o seu país. Outrossim, a nova reforma aprovou que professores sem diploma específico, apenas com "notório saber" poderão lecionar, o que irá piorar o caos do ensino brasileiro, e desvalorizar ainda mais os atuais professores.

Diante disso, é nítido que a atual educação brasileira é falha e urge mudança. No entanto, é necessário uma reforma em parceria com a população, por meio de consultas públicas; uma amostra clara de como será a reforma; e opinião de pessoas competentes no assunto e que vivenciam a atual conjuntura da educação de nível médio brasileira. Mais ainda, convém a obrigatoriedade de todas as disciplinas, para que o aluno conheça todas as áreas e possa decidir com a que mais se identifica para ingressar no ensino superior. Além disso, é preciso que apenas docentes capacitados e aptos lecionem para os alunos, tendo em vista a extrema importância da educação no desenvolvimento intelectual dos alunos.
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