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Redes sociais e o novo conceito de felicidade

Em um dos episódios da série Black Mirror, é apresentado uma sociedade mergulhada no status social, enfatizando que a felicidade só é alcançada vivendo o espelhamento das falsas vidas compartilhadas nas redes sociais. Paralelamente, nossa sociedade atual parece trilhar o mesmo caminho dessa ficção, com a glorificação de cotidianos fictícios e um objetivo deturpado de alcançar a felicidade por meio da aceitação nas redes sociais e cópia dos estilos de vida.


Em primeiro lugar, é perceptível um complexo escopo nas redes sociais em que a felicidade só é alcançada com a imitação comportamental. Com um cultura do enbelezamento do dia a dia, influenciadores digitais criam um conceito metafísico do ideal ao compartilharem falsas emoções e experiências. Consequentemente, os visualizadores idolatram essa utopia e estabelecem o objetivo de tentar alcançá-la.


Segundo o conceito do Estoicismo, devemos nos preocupar com apenas aquilo que podemos mudar, para consequentemente alcançar a felicidade. Inversamente, objetivos que não podem ser realizados causam frustração no indivíduo. Logo, a imitação do estilo de vida social imposto nas redes sociais só prejudica o afetado. Assim, se inicia o compartilhamento de imagens e videos utópicos que o usuário não vivência para amenizar a sensação de fracasso.


Fica claro, portanto, que as redes sociais funcionam com base em ciclos degradantes da imitação de um falso prestígio social. Para a solução dessa incógnita, protestos virtuais devem ser feitos por influenciadores digitais por meio de vídeos, fotos e textos nas redes sociais com a finalidade de informar os usuários sobre os problemas da recriação de falsos estilos de vida, e estimular uma mentalidade menos comparativa, assim como o conceito do Estoicismo. Desse modo, podemos nos distanciar do futuro obscuro de Black Mirror.

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