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Redes sociais e o novo conceito de felicidade

         De acordo com a óptica teleológica positivista, a humanidade avançaria progressivamente rumo a um futuro grandioso. Contudo, diante do declínio das relações humanas decorrente do advento das redes sociais, tal visão é dubitável. Pelo contrário, tais mídias representam um grande obstáculo na procura pela essência e têm tornado-se um elemento de infelicidade.


      Antes de tudo, é importante entender que a superficialidade nas relações humanas é uma consequência direta das redes sociais, conforme aponta o sociólogo Zygmunt Bauman. Segundo o autor, as aparências criadas nessas mídias são potencializadas positivamente em detrimento das relações físicas encontradas no trabalho, na escola ou na família, por exemplo. Desse modo, a hipervalorização do virtual constitui um elemento de oposição ao mundo real.


        Outrossim, é relevante compreender que Platão preconizava a felicidade como um estado além do limite superficial do mundo das aparências. A exemplo do seu "mito da caverna", pode-se entender, dessa forma, que os usuários da internet presos às analises rasas estão fadados a uma vida de ilusão e infelicidade. Assim, é preciso um discernimento claro entre o verdadeiro e o ideal.


      Destarde, fica claro que a "ordem e o progresso" rumo a felicidade são tangíveis apenas pelo esclarecimento da população. Portanto, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) deve incorporar o pensamento filosófico crítico e reflexivo nos sujeitos sociais desde a infância. Essa medida deve ser implementada por meio da disciplina de filosofia no ensino fundamental, ensinada de uma maneira mais prática e sem demasiadas teorias. Espera-se, com isso, viabilizar o autoconhecimento e o discerimento, tão necessários para uma vida enquilibrada e feliz.

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