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Redes sociais e o novo conceito de felicidade

Perante a uma era tecnológica, onde o que vale é o que se posta, o novo conceito de felicidade é a ilusão. Segundo o psicólogo Renato Santos, não é difícil encontrar pessoas que “mascaram” a própria vida com a imagem de uma falsa realidade. Que acontece, por conta de optarem por mostrar a imagem de quem gostariam de ser, e não de quem realmente são. 


 Diante disso, as redes sociais se tornaram uma competição de quem  pode mais. A partir daí, só é mostrado, em publicações, o que se é valorizado, como: viagens, restaurantes caros, corpos em forma, etc.. Gerando em quem visualiza, um sentimento semelhante ao da infelicidade, que, segundo ao estudo feito pela universidade de Michigan em 2013, aumentam proporcionalmente ao tempo de exposição á postagens de pessoas aparentemente felizes. Que, segundo Alexandre Bortoletto,  psicólogo e instrutor da SBPNL (Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística), acontece por conta do ser humano ter facilmente a autoestima afetada por fatores externos. 


 Ademais, o comodismo e a falta de senso crítico é o principal motivo para que não aja mudança. Pois, assim como acontece no mito da caverna, do livro “a república”, de Platão, filósofo grego do período clássico. Em que, as pessoas preferem viver numa caverna, presas em correntes, que além de fazer que se contentassem com ideias pré estabelecidas, faziam com que não tivessem o desejo de buscar um sentido racional para as coisas. Acontece também, nos dias atuais, onde as correntes são as redes sociais. Que, por conta da falta de senso crítico, acabou gerando um comodismo em seguir ideias pré estabelecidas pelo senso comum, fazendo com que não queira buscar uma forma de pensar racionalmente e dessa forma, dando continuidade ao contentamento com o que é imposto, que é aceito ao ponto, de ser defendidos, e as criações de falsas realidades através dos smartphones. 


 Para que então, seja solucionada essa alienação, é primordial se ter senso crítico e não aceitar tudo o que é imposto. A partir disso, a desvalorização do ego é também necessária. Pois, através do egocentrismo é que se inicia a soberba. E com isso, é gerado os desejos de, pelo menos, aparentar ser melhor do que o outro, tornando tudo uma competição de quem pode mais. Além disso, campanhas de conscientização do ministério da saúde em parcerias com psicólogos, abordando, sobre a autoestima e o uso de redes sociais, faria com que pessoas não se entristecessem pela superficialidade contida nas redes sociais e enxergarem que, muitas vezes, é tudo falso, inclusive a sua própria sensação de felicidade ao atualizar a time line. Desse modo, seria possível que todos se libertem da caverna que estão presos e atingissem o mundo inteligível que segundo Platão, só se atinge quando o indivíduo perceber as coisas ao seu redor com um senso crítico e racional. 

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