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Redes sociais e o novo conceito de felicidade

Ao destrinchar sobre o materialismo histórico de Karl Marx, vê-se que seu
embasamento sociológico está associado a compreensão das ações humanas
impulsionadas pelo material e não por ideias ou valores primórdios. De modo
mais claro, Marx descreve que a posse econômica define o indivíduo como ser.
Analogamente, no mundo hodierno, percebe-se que esse mesmo ideal se
tornou um cofator de felicidade nas redes sociais encobrindo a realidade com a
fantasia. Assim, o reestabelecimento do conceito precitado “de ser feliz” deve
ser analisado e desmistificado.
Primeiramente, deve-se levar em conta a influência perpetuante de algumas
pessoas nas redes sociais. Émile Durkheim ao expor o conceito de fato social
como uma maneira coletiva de agir e pensar dotada de generalidade,
exterioridade e coercitividade, delegou a tendência da sociedade em ser
influenciada por uma minoria de indivíduos, aparentemente, bem estruturados.
Tal análise vigora, que muitos usuários têm baseado suas vidas em uma
felicidade mascarada de efeitos visuais e momentos felizes ocultando a
realidade problemática individual que passam. Desse modo, o conceito de
felicidade exposto nas redes sociais martiriza e vitimiza telespectadores que
tem em mente a imperfeição de sua imagem diante das pessoas com vidas
“perfeitas”.
Biologicamente, a dopamina, neurotransmissor, é liberada em maior
quantidade quando níveis pessoais de prazer e satisfação são alcançados, do
contrário é inibido quase que totalmente. Fazendo uma relação biológica com a
virtual, a administração tecnológica do Instagram, uma das redes sociais mais
utilizadas em todo o mundo, retirou a aparição do número de curtidas nas fotos,
objetivando desmistificar a ideia de que quanto mais curtidas mais satisfação e
felicidade social. Tal fator, foi analisado, sobretudo, pela busca incessante de
muitos usuários em obterem um alto número de curtidas o que era motivo
profundo de tristeza caso o alvo não fosse alcançado.


Logo, a desconceitualização de felicidade aliada as redes sociais deve ser foco
de intervenção. A fim de que haja uma desconstrução em massa, a rede
midiática juntamente com o Poder Público e Ministério da Saúde devem
divulgar, por meio de palestras com profissionais da mente, outdoors e
distribuir cartilhas informativas a respeito do ideal de felicidade genuína e enaltecer
indivíduos que sofrem com baixa autoestima, prestando tratamento médico
quando necessário, visando trazer senso de criticidade aos usuários. Ademais,
é cabível que influencers digitais retomem conceitos reais da vida moderna,
mostrando aos “seguidores” que nem todas as postagens emitem o ideal do
que é ser totalmente feliz. Só assim, haverá uma gradual desmistificação
materialista de satisfação virtual e mais pessoas vivendo seu próprio conceito
de felicidade.

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