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Redes sociais e o novo conceito de felicidade

 A felicidade, segundo a psicologia, é uma questão de estar; não de ser, ao contrário do que se pensa. Todavia, ninguém está feliz o tempo inteiro, os diversos sentimentos fazem parte da vida humana, porém, este sentimento é o que, muitas vezes, estimula às pessoas a buscarem um sentido em sua vida. No entanto, com os avanços tecnológicos e, consequentemente, criação das redes sociais está, infelizmente, surgindo um novo conceito de felicidade.                                                   


 A priori, é primordial entender as causas dessa problemática. O maior dos problemas é a alta proliferação do que seria uma vida perfeita, uma vez que, em busca de "likes" e seguidores, muitos influenciadores digitais acabam por mostrar só um lado de sua vida. Isso acaba por gerar uma ilusão de que a vida deles é melhor e longe de mazelas, estimulando sentimentos de infelicidade e baixa autoestima em seus seguidores, no pior dos casos até mesmo a depressão, já que eles acham que nunca vão alcançar esse estilo de vivência. Diante do exposto, ve se então que, atualmente, o conceito de felicidade está ligado ao confronto direto com a "realidade" do outro. 


 Ademais, é consabido que essa adversidade é mais presente na população jovem, pois são os que mais usam as redes sociais. E, por ainda não terem um senso crítico totalmente formado e robusto, sempre acham que a vida do outro é melhor pelos bens que possuem e suas realizações. Outrossim, se vê que esse é realmente um óbice, quando o Instagram, o principal aplicativo que faz mal a saúde mental dos usuários, tem que ocultar o número de curtidas para não gerar mais competições e comparações nesse meio. Destarte, sugerindo que as pessoas parem de postar somente o que os padrões sociais querem ver e começem a mostrar a realidade.


 Diante disso, apesar do Instagram já ter dado um bom passo para auxiliar parte desse problema, é imperioso medidas para resolver o impasse. Dessa forma, o MEC, junto com o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), deve agir diretamente nas escolas aplicando atividades extracurriculares que estimulem os alunos a ficarem fora da "web"; além de colocar psicólogos nas escolas, com a finalidade de dissertar sobre esse tema e as diversas formas de ser feliz dependendo somente de si, além de estarem sempre disponíveis ao diálogo com alunos e até mesmo aos pais, para que auxiliem na questão da saúde mental. Por conseguinte, a resolução virá de forma gradativa com o passar dos anos e teremos adultos conscientes quando se trata do real sentimento de estar feliz, sem mais objeções.


 

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