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Redes sociais e o novo conceito de felicidade

Com o avanço tecnológico, a internet se tornou um importante meio de comunicação. Conectado globalmente, através das redes sociais, esse instrumento comunicativo trouxe consigo um novo estilo de relações interpessoais, pautadas através da conexão virtual. Nesse contexto, debate-se a formação de um novo conceito de felicidade, amplamente relacionado ao uso das redes sociais. No entanto, a utilização excessiva das redes trás consigo problemáticas, como a relação entre o seu uso e a infelicidade, e também, a baixa da autoestima.


Como citado, o uso excessivo das redes sociais está associado a infelicidade. Conforme estudo divulgado pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, comprova-se a associação entre ambos. Segundo o estudo, as emoções ligadas à infelicidade se tornaram mais frequentes conforme exposição, das cobaias, à postagens de pessoas aparentemente felizes. De fato, através das postagens, é gerado um "conto de fadas" cotidiano, no qual os usuários compartilham somente o que lhes acontece de bom, transformando as redes em uma verdadeira competição pela perfeição. Logo, infere-se que as redes sociais contribuem para a infelicidade através da exposição, por meio delas, da vida cotidiana fantasiosa.


Ainda sobre o assunto, tão logo quanto o aumento da infelicidade, as redes sociais também podem contribuir para a baixa da autoestima. De acordo com a comunidade psicológica, os usuários comparam as suas vidas com a de outros através das redes. Nesse caso, as pessoas passam a ter a impressão de que as suas vidas não são tão interessantes. Vale ressaltar, no entanto, que a grande maioria dos usuários mascaram a sua própria vida, através das postagens, com uma imagem falsa da realidade, expondo somente a parte de suas vidas que lhes convém ou que os demais usuários desejam ver. Logo, evidencia-se que a exposição virtual, através das redes, é um reflexo da atual sociedade moderna, superficial e material, e atua como fator importante para o colapso da autoestima.


Como exposto - com relação às redes sociais e o novo conceito de felicidade - expõe-se a necessidade de medidas para contornar essas problemáticas. Dessa forma, o governo federal, através do Ministério da Educação e do Ministério do Desenvolvimento Social, deve formular, formalizar e aplicar medidas de caráter social e educacional, por meio de parcerias com ONGs e comunidades locais. Para tal, em conjunto com líderes comunitários e representantes governamentais, essas medidas devem visar educar a população, desde a tenra idade, sobre os cuidados com a utilização excessiva das redes sociais e suas problemáticas, como a infelicidade e a baixa da autoestima. Além disso, essas medidas também devem ressaltar a importância da felicidade e das relações interpessoais físicas, como forma de inibir o uso excessivo das redes e das relações virtuais. Dessa forma, o antigo conceito de felicidade pode voltar a ser trending.


 

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